quinta-feira, 27 de julho de 2017

Prelúdio - Ato 016 - Trégua


Ariadne estava feliz por reencontrar Aria pouco mais de um ano depois, e a batalha então finalizada não as havia permitido sequer um abraço. Elas caminham em sua direção uma da outra quando uma terrível cosmo-energia surge.

As amazonas se olham e se posicionam para um possível confronto.

— Este cosmo ... A mesma energia que destroçou nossa vila. Conclui Ariadne.

Aria pressentindo um ataque, a velocidade da luz salta a frente de Ariadne e toma todo o golpe emitido pela névoa que junto ao cosmo surgira. Uma longa risada ecoa e ouve-se uma voz.

— Parece que reencontrei minha órfã. E pelo que vejo se bandeou pro lado de Atena. Mas não se preocupe ... Darei um fim a essa história triste. Decidi por poupar sua vida a cinco anos atrás, mas estar com Atena ...

A névoa se dissipa e surge um homem. Vestido com uma reluzente escama do reino dos mares, se apresenta.

— Eu ... Dimmi de Kraken. O General Marina do Oceano Ártico! Terminarei o que deixei incompleto.

Aria se enche de fúria ao lembrar-se da destruição que ele causara.

— Foi você?! Dizimou toda a vila. Não o perdoarei!

Com um calma e um sarcástico ar de superioridade zomba o marina ...

— Então é você ... A “Senhora das aguas”. Aquela de que todos diziam. Aquela que dizimou meu exército. Não sabe o quanto a procurei, mas como é engraçado o destino, ele tarda mas não falha. Vamos ver se é tão “Senhora” assim de alguma coisa.

Preocupada com o cansaço físico de Ariadne por seu enfrentamento aos soldados marinas de Dimmi, e decidida a se vingar por todos da vila Aria afasta Ariadne e assume a luta.

— Proteja-se Ariadne! Diz — Eu acertarei as contas com ele!

Ariadne, inconformada, e tomada da mesma sede de vingança de Aria olha para a aquariana desolada.

— Mas ele matou minha família. Retruca. — E toda a minha vila.

Aria com autoridade olha para Ariadne.

— Não! Firme conclui Aria. — Não está em condições. Ela era minha casa também. Amava a todos apesar do pouco tempo. Acabarei com ele por todos nós.

Diante palavras decisivas resigna-se Ariadne, lançando um olhar marcado pela confiança em Aria depositado. Aria balança a cabeça em sinal de respeito a confiança recebida.

— Está bem. Diz Ariadne. Confio em você. Acabe com ele!

Com um ar de deboxe interrompe Dimmi.

— Já acabaram-se as despedidas? Não se preocupe, garota de Cisne ... serás a próxima.

Aria de Aquário e Dimmi de Kraken ficam cara a cara, atentos a todos os movimentos um do outro, prontos para o confronto. Naquele ambiente tenso Dimmi quebra o gelo com provocações.

— Fiquei impressionado com vocês. Primeiro você de Aquário ... derruba um a um meus soldados a cinco anos atrás. Agora essa menina de Cisne faz o mesmo. Não que eu me importe com eles, pois não valem tanto assim pra mim. Mas isso é uma fronta a Poseidon, o Senhor dos Mares!

Dimmi abre os braços, mostra a Aria os arredores do local, e continua.

— Um deus muito maior que Atena, residente nesse mundo há muito mais tempo que ela. Uma menina mimada, nada mais que a filha rebelde de Zeus. Poseidon é o verdadeiro senhor da Terra, e garantirei essas terras a seus domínios.

O marina, com uma tranquilidade inabalável, olha no fundo dos olhos da amazona, em meio ao pó de diamante que caia. Ele corrige sua postura, muda de semblante e chama Aria para a luta.

— Vamos Aquário. Não temos tempo a perder. Prepare-se para conhecer a técnica que destroçou aquele vilarejo sujo, e que ira acabar com cada uma de vocês. Já que escolheu ser a primeira ...

Dimmi faz cair flocos de neve e após o leve escurecimento do céu, ele concentra a energia da aurora em suas mãos. Com os braços abertos uma descarga elétrica percorre a distância entre as mãos, da energia acumulada em cada mão. Juntando os braços á frente uma grande carga de ar congelado, roubado do ambiente, é lançado em direção a Aria.

— Morra! Grita Dimmi. — Aurora Boreal!

Aria, surpresa com a intensidade do poder atirado, movimenta suas mãos no sentido de bloquear a técnica.

Um marca no chão de neve fica, feita pelos pés da amazona que fora arrastada duzentos metros para trás da posição em que recebera o golpe. A força devastadora da Aurora Boreal fora contida, mas Aria agora sabia pelo que passara a vila de Graad.

Cansada, e impactada pelo último golpe recebido, Aria se posiciona para atacar diante Dimmi admirado.

— Ainda de pé, Amazona. Zomba Dimmi. — Muito me admira ter suportado minha técnica. Mas saiba que lancei um golpe de força reduzida. Não quis destruir teu belo rosto. Planejava contemplá-lo ao retirar a máscara de teu cadáver, mas já que insiste que seja pra valer farei o que desejas.

Aria movimenta a cabeça em sinal de desdém.

— Reduzido? Indaga de forma sarcástica. — Logo vi. Pude conter sem muito esforço. Esperava mais de um General Marina de Poseidon. Que decepção! Na próxima ... mande tudo o que tens. Não se importe com o belo rosto por detrás da máscara, pois ele é mais letal do que possa pensar!

Aria levanta a cabeça, e se posiciona.

— Sou uma Guerreira de Atena!

Apesar das frases determinadas Aria estava preocupada com a força do ataque do marina, dito de poder reduzido.

— Tenho que me concentrar. Pensa Aria. — Este ataque quase acaba com a luta. Se não fosse a armadura de ouro ...

Certa da necessidade de demonstrar equilíbrio na luta desafia Aria.

— Vamos acabar logo com isso!

O ar frio começa a se concentrar de volta do seu corpo, com o intensivo aumento de seu cosmo. Dimmi se assusta com o repentino aumento do cosmo da sua oponente. Extremamente agressivo, o cosmo de Aria atrai todo o ar frio do ambiente deixando o ar próximo a Dimmi mais quente, além da terrível chuva de neve que provocara. O marina se prepara para receber uma grande técnica.

Aria com grande frieza, visto a afastamento de todos os sentimentos naquele momento, dispara o ar frio em direção ao adversário revelando sua técnica.

— Pó de Diamante!

Dimmi, apavorado, vê uma grande quantidade de ar frio partindo como um cometa em sua direção. Ele tenta bloquear, mas é arremessado a quilômetros de distância.
Diante o sucesso aparente Ariadne se empolga.

— Conseguiu! Você conseguiu! Diz.

Aria balança a cabeça e retruca.

— Não se engane! Não subestime teu adversário. Esse pode ser seu último erro!

Aria caminha em direção ao local onde Dimmi foi arremessado e sente seu ombro dolorido. O impacto do pimeiro golpe e da Aurora Boreal causara-lhe aquela sequela.

Em meio à nuvem de neve encontra-se de pé, Dimmi, já sem seu elmo e com parte de sua armadura destruída. Ariadne fica apavorada com a resistência do marina.

O marina se ajeita de pé e dá uma gargalhada.

— Usuahahahahaha. Acredito que dosou o teu ataque. Não posso crer que isso seja tua força máxima.

Agora, é Aria que ri.

— Engraçado, diz. — É a primeira vez que dizes algo coerente. Não conheces meu verdadeiro poder, mas terá oportunidade. Vejamos o poder em seu máximo explendor no seu próximo ataque.

Dimmi fica sério, e deixa Aria confusa com suas palavras.

— Não! Diz Dimmi. — O Kraken ... Conhece a lenda? Vou te contar. O justiceiro dos mares. O Kraken é uma criatura lendária que habita os mares glaciais: O Oceano Ártico. Uma vez alcançado pelo Kraken nada resiste. Mas o Kraken não mata inocentes, apenas barcos que levam a bordo ódio e ganância. Ele os castiga sem dó, e é impassível diante do mal.

O marina inclina-se em reverência.

— Ele o destrói completamente, e sentimentos diante do inimigo são sinais de fraqueza. Admiro sua frieza diante o adversário. Sei que estás machucada pelos golpes que te apliquei. Também estou machucado pelo seu Pó de Diamante. És a melhor de meus adversários até hoje.

Séria, Aria meche a cabeça em sinal de agradecimento. Dimmi Ajeita um pedaço de sua escama partido, e prossegue.

— E quero uma luta inteira com esse adversário de valor. Quero que lutemos com todas as nossas forças. Quero o máximo de teu poder para que possamos medir nossas forças. O empate não é aceitável. O Kraken não empata quando devora o mal. A superarei em teu poder máximo, assim proponho um trégua.

Aria sente a força do cosmo de Dimmi enfraquecida e percebe a veracidade de suas palavras e intenções. Dimmi toca o peito atingido pelo Pó de Diamante de Aria.

— Nos recuperaremos e nos veremos de novo. O que você me diz? Indaga Dimmi.

Por alguns segundos, o silêncio paira no ar. Aria admite que não poderia dar o melhor de si com o ombro machucado.

— Concordo. Responde Aria. — Vieste em meu mundo. Terminaremos essa luta no seu. Uma luta sem tréguas, até que sobre apenas um: O vencedor.

Dimmi vira-se de costas e segue de volta ao mar.

— Certo! Nosso reencontro está marcado. Te esperarei.

Ele some e Aria cai. Ariadne a ampara.

— Dói. Diz Aria. — Meu ombro. Conter a Aurora Boreal quase me custou um braço.

Ariadne lembra-se das palavras de Dimmi.

— E tinha poder reduzido. Completa Ariadne.

Aria, mesmo com muita dor, ri da inocência de sua companheira amazona.

— Não creio. Rebate Aria — Disse aquilo para me intimidar. Mostrar superioridade a uma mulher. Mas já conheço sua técnica, e isso é o mais importante.

Aria, como mestra, instrui Ariadne.

— Cuidado, Ariadne. Não subestime o adversário. Nunca!

Como uma boa aprendiz, Ariadne tudo ouve e compreende.

Ariadne leva Aria até a vila para receber cuidados médicos e se recuperar daquele difícil confronto.

A amazona de Aquário tinha um desafio a vencer em breve. Os destinos de Aria e Ariadne mudariam por completo após conhecerem aquele homem.


O MAL VINDO DO MAR QUE OUTRORA TIRARA MUITAS VIDAS SE REVELA. UMA BATALHA FEROZ, UMA TRÉGUA E UM NOVO DESTINO. O QUE AGUARDARÁ ESSE CONFRONTO FINAL?

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