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domingo, 8 de janeiro de 2017

Prelúdio - Ato 010 – Presente e Futuro


Atena já chegara ao seu templo em Atenas, seu Santuário e local onde traçaria sua estratégia para a guerra santa contra Poseidon já iniciara.

Anryu fora salvo por Atena direto da fila da colina do Yomotsu, e prometera se vingar daquele que dizimara sua região.

Com a autorização de Atena Anryu retorna a suas origens, pois estava angustiado e com pressentimentos estranhos.

A guarda do santuário estava forte com Celes, Teneo, Régia e Aaron, e o Grande Mestre ordenou que Leo acompanhasse Anryu. Ele soubera de novas movimentações de marinas naquela região, e dois guerreiros de alto nível trariam segurança a si próprios e ao local.

Do porto partiria um barco simples em direção a região mais ao sul do equador, acima do extremo sul das terras geladas dos polos. A viagem seria longo e Anryu estava ansioso.

Próximo ao local antes mesmo de pensar em aportar, em pequeno porto de vilarejo á costa chamado pelo povo local de Iguacú, um forte cosmo é sentido ainda nas águas do mar. Era um rastro deixado como marca de território.

Anryu reconhece a energia como aquela que sentira quando ao defender seu vilarejo fora morto. O protegido pela constelação de câncer perde o controle querendo vingança. Leo assume o leme do barco e tenta conter por telecinese Anryu, que ao aportar segue furioso o rastro de cosmo deixado.

Era grande a destruição no caminho, com muitas pessoas mortas aparentemente por um único golpe. Eram quilômetros de pura destruição, o que deixava Leo e Anryu apavorados pela crueldade daquele que por ali passou. Nem mesmo as plantas foram poupadas.

Depois de muito avançar no continente o rastro de cosmo desaparece. Uma névoa surge e Leo e Anryu são separados.

Leo surge num lugar estranho próximo a um grande lago. Uma grande luz surge e a bela Sofia de vestido branco caminha em sua direção. Leo se assusta por sua presença, e a reverencia.

— Leo, meu querido. Diz Sofia. — Não precisas se sacrificar pela terra. Viveremos nosso amor. Basta você deixar esta vida de guerreiro de Atena.

Leo estava muito confuso e não acreditava que Sofia estava ali. Leo baixa a guarda e Sofia o abraça. Sofia sorri sarcasticamente, e Leo cai desacordado.

Anryu, separado de Leo, caminha errante quando vê um rosto conhecido. Era Denis, se grande amigo que desaparecera no ataque anterior ao local.

— Denis, você está vivo? Anryu estava empolgado. — Onde você esteve esse tempo todo? Que bom que se salvou.

Anryu aperta o passo para encontrar com seu amigo, mas estranha a caminhar perfeito de Denis. Desconfiado ele salta para trás.

— O que está acontecendo? Anryu estava em alerta. — Sua perna quebrada!? Como ela se recuperou? Por que você não manca? Ela estava perdida!

— Eu me recuperei nesses anos, meu amigo. Responde Denis com um sorriso no rosto. — Venha, estou lutando contra esses malditos monstros que vem das águas. Lute ao meu lado. Vamos acabar com todos eles. Vamos dizimá-los!

Anryu se lembra de seu amigo pacífico, que nunca quis matar ninguém.

— Você não é o meu amigo! Retruca Anryu.

O guerreiro de Atena eleva seu cosmo ao máximo, e a imagem de Denis de converte em uma guerreira de vestes alaranjadas.

O cosmo percebido por todo o caminho fica mais intenso e explode em volta da marina de Poseidon.

— Boa percepção,  Anryu. Inicia o marina. —Teu amigo Leo não a teve, e foi um triste fim. Foi fácil de enganá-lo por uma tal de Sofia. Mas não importa, pois você também cairá.

Anryu eleva seu cosmo, e concentrando-se no caminho da morte que fizera anos atrás cria uma forte energia que abre uma fenda no espaço temporal que suga os dois para a colina do Yomostu Hirasaka.

Lytah se assusta com o transporte a lugar tão diferente e sombrio. Ela ouvira falar deste local do reino de Hades, mas sabia que ali só entram almas dos mortos e derrotados em batalhas, e a batalha apenas começara.

A segurança de Anryu deixou Lytah ainda mais incomodada.

— Por que me trouxe aqui? Indaga Lytah. — O que pretende?

— Aqui será seu túmulo, marina! Reage Anryu com vigor. — O mesmo lugar para onde mandou tantas pessoas de bem desse lugar.

— Como chegamos até aqui? Lytah tentava ocultar sua apreensão. — Esse lugar é domínio de Hades, e não de Atena.

Anryu ri.

— Minha experiência de quase morte me permite transitar por entre os dois mundos. Responde o gerreiro de Atena. — Sem falar que aqui fico mais forte. Você saberá o quanto.

Anryu parte em direção a marina e com um golpe no peito da escama a arremessa longe.

Lytah sente o impacto e se levanta, tentando persuadir seu oponente e ter vantagens em sua defesa.

— Agredindo uma mulher! Ironiza Lytah. — Onde estão suas boas maneiras?

— Não tenho diante mim uma mulher. Firme responde Anryu. — Tenho uma assassina, uma inimiga! Completa partindo para nova investida contra Lytah. 

Ele desfere uma série de socos em uma velocidade incrível, tamanha a leveza do corpo de Anryu naquele lugar. Lytah se defende, e conta com a escama para sua proteção que parecia mais pesada do que nunca.

A desvantagem da general marina é notável, e ela busca meios de sair dali, levando a luta de volta a terra. Ela se lembra do sangue de Leo que ainda estava fresco em sua mão direita. Enquanto se defende ela concentra seu cosmo na busca do caminho para a fonte original do cosmo de Leo presente em se sangue.

Quando de uma maior pausa do ataque de Anryu ela estabelece um caminho, e com a ajuda do poderoso cosmo de Poseidon o caminho de retorno se abre e por ele Lytah passa.

Exausta ela chega a terra, seguida por Anryu também exausto. A escama da general marina a salvara da morte certa, e um novo capítulo nessa batalha estava para ser escrito.

— Anryu ... Inicia Lytah. — Nessa luta não haverá vencedor. Estamos cansados, e minha escama não permite sua vitória. Façamos uma trégua hoje, e voltemos a lutar no meu território com o máximo de nossas condições. Será uma luta até a morte.

— Justo! Responde Anryu. — Considero justo. A próxima luta será a derradeira, e a vencerei em seu território. 

Lytah dá um sorriso amarelo.

— Veremos! Retruca a marina. — Seremos honrados guerreiros sem face lutando por nossos senhores.

Anryu sinaliza positivamente e oferece o caminho de volta a Litah. Ela retorna, e quando ela já sumira o guerreiro de Atena cai. Oculto entre as árvores estava Denis, feliz em ver  seu grande amigo sempre firme em seus propósitos e atento a tudo.

Denis tinha sua perna quase paralisada, visto o tempo que ficara sem ajuda, sobrevivendo apenas de caça e plantas. Ele utilizava as propriedades de cura das plantas, conhecimentos que herdara de seu pai, curandeiro do povo que ali morava. 

Com o desfecho da luta, e condição crítica de Anryu, ele sai em defesa de seu velho amigo desacordado para lhe salvar como fizera anteriormente com Leo.

Momentos antes, Leo, a beira da morte, teve seu grave ferimento tratado por Denis. Ele estancou o sangue que jorrava de sua costas, ponto de ataque do então marina misterioso.  O guerreiro de Atena fora deixado em segurança, e em breve estaria em condições de partir. 

Denis acompanhara Leo e Anryu desde o momento que aportaram. Ele viu as duas lutas, mas manteve-se oculto, apoiando ambos nos momentos mais adequados.

POR VOLTA DE UM ANO ATRÁS

Anryu e Denis eram amigos, filhos dos líderes do povo da tribo Iguacú.  Anryu era filho do cacique Boroni, e Denis do curandeiro Fausto.

Denis era contra as lutas, e dedicava-se no aprendizado das curas. Anryu queria ser um grande guerreiro, e se espelhava na sabedoria de seu pai.

Com a invasão dos marinas Caua, líder dos guerreiros, comandou a resistência, e incumbiu Anryu de ficar vivo para continuar a missão do cuidado do povo. 

Os marinas, com suas armaduras alaranjadas dizimaram os guerreiros de Iguacú, e Anryu precisou lutar. Ele possuía uma força interior que ele mesmo desconhecia. Ele derrotava os soldados marinas com facilidade, até a chegada de um soldado mais forte. Anryu foi pego de surpresa e acabou morrendo.

A alma de Anryu vagava pela colina do Yomotsu Hirasaka, como se instintivamente tivesse ido para lá para se proteger. Atena resgata sua alma, e Denis acompanha sua ressurreição com o instinto que deveria permanecer distante.

Denis sentiu a quente cosmoenergia de Atena se comunicando e conectando com sua alma.

VOLTANDO ...

Anryu e Leo partiram de volta para Atenas, e Denis sem que os dois percebessem se esconde no barco. Chegara ao fim o que ali prendia Denis. Rever ter amigo renovou suas expectativas.

Chegando em Atenas, no porto oculto pelo cosmo de Atena, Denis aguardou os guerreiros da deusa seguirem para sair do barco e se esconder nas ruinas do Santuário.

A cosmoenergia quente sentida há um ano atrás retornara, e Denis mesmo preocupado por ter sido descoberto não sente medo.  A energia o acolhe, e ele aguarda a aura de luz se materializar numa jovem.

— Denis. Saúda Atena. —Sou Atena. Venho agradecer pelo cuidado aos meus dois guerreiros.

— Mas ... Denis estava confuso. — Como soube?

Atena gentilmente sorri e caminha em direção a ele.

— Meu cosmo sempre acompanha meus guerreiros. Prossegue a deusa. — Nunca os deixo sozinhos. Senti sua presença por todo o tempo. Não se preocupe. Pode permanecer aqui. Não passará sede, fome ou frio. Estarei contigo. Teu dom será necessário no futuro. Estáem casa.

Denis sorri.

— Obrigado Atena. Acolhido responde. — É muito bom saber que estou em casa. No que precisar de mim, eu estarei a disposição.

A aura de luz de Atena se dissipa, e um som ecoa no coração de Denis.

TEMPO ATUAL

Atena visita Denis em sua cabana nas áreas mais isoladas e não exploradas do Santuário.

Sua aura de luz inunda o local. Denis reconhecendo aquela energia faz reverência.

— Atena. Saúda Denis. — Retorna a meu canto. Seja bem vinda. 

A luz brilha ainda mais, como se sorrisse para Denis.

— Obrigado. Diz Atena.

— Denis! Saúda Atena. — Retorno a você com uma oferta.

Atena Sorri.

— Qual a oferta que me traz? Indaga Denis.

— Guardou meus guerreiros quando foram atacados pelos marinas de Poseidon, o deus dos mares. Prossegue Atena. — O convido para fazer parte da Ordem de Serpentário, a  Ordem dos Guardiões. Serás o protetor de seu amigo Anryu. Serás ao aurum de Cancer.

Denis sorri.

— Ajudar meu amigo! Responde. — Sim. Não gosto de lutas. Meu legado é o da cura. Serei o guardião de Cancer.

O cosmo de Atena agradece, e Denis é transportado para outra parte do Santuário. Muitos ali estavam, e uma energia dourada enche o local.

— Seja bem vindo Denis de Cancer. Sauda Teon de Serpentário.

ANRYU COM SUA OBSERVAÇÃO AGUÇADA SUPERA LYTAH DE LIMNADES. MAIS ADIANTE NO FLUXO DO TEMPO CANCER SEU GUARDIÃO É RECRUTADO. A GUERRA SANTA CONTINUA NO PRESENTE, E SEUS PERSONAGENS GARANTEM NO FUTURO O CRESCIMENTO DA ORDEM DE SERPENTÁRIO.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Prelúdio - Ato 003 – Preparativos para a guerra que virá


No ano do décimo aniversário de Sofia, por definição de Atena, Saulo seguiu para Atenas para preparar o Santuário da deusa.

Ele se despede da sua menina e dá um sorriso a Rose, pessoa que o acompanhava todos aqueles anos no cuidado da reencarnação de Atena daquela época.

Um discreto barco a aguardava no porto de Lemúria. Dentro do barco ele encontraria um rosto conhecido. Era Lily, assistente do Gran-Mestre. Ela era uma jovem estrangeira como ele, mas os traços faciais diferiam de um grego como Saulo. Ela ali surgiria meses depois de Sofia ir para o templo do Gran-Conselho de Lemúria.

Lily tinha a idade de Ankaa e Lubian e sempre se interessou pela estória dos gêmeos estrangeiros como ela em Lemúria. Ela nunca deixou de estar por perto, ajudando-o com Sofia. Sua companhia agradava a Saulo, mas a Rose nem tanto.

Saulo não entende a presença de Lily, mas pelo menos teria companhia, ainda que preferisse a Rose.

A viagem transcorreu tranquila, afinal era um casal. Chegado ao porto em Atenas uma comitiva os aguardava. Celes e Teneo receberam correspondência de Oscar e Iron de Turigia com orientações de ali estar.

— Sejam bem-vindos, Saulo e Lily. Saúda Celes. — Alguém conhecido teu nos informou de sua chegada. Celes direciona sua fala a Saulo. — Por acaso compartilha contigo as estrelas de gêmeos.

— Oscar! Saulo se empolga. — Como ele está? Há tanto tempo não sei dele.

— Não sabemos muito bem. Responde Teneo. — Ele recruta guerreiros por Atena há bastante tempo. Ele pediu para organizarmos esse espaço até sua chegada.

— A aparência não deixa dúvidas. Ahahaha. Diverte-se Celes.

— Sem falar que o Gran-Mestre nos informou do retorno de nossa querida Lily de Águia.

Saulo se assusta.

— Você? ... Saulo se admira. — Nunca percebi a águia.

Lily sorri.

— Meu mestre me enviou secretamente para a guarda de Atena. Responde Lily. — Não poderia me revelar. Nem mesmo para você como pai da menina. Creio que Rose já sabia.

Celes e Teneo se entreolham.

— Mas ... Inicia Teneo. — Vamos andando. Há muito o que preparar para a chegada de Atena. São muitos guerreiros sob seu comando como Grande Mestre.

Saulo arregala os olhos.

— Grande Mestre?! Admira-se o gêmeo sentindo o peso da responsabilidade.

Saulo levanta a cabeça e começa sua liderança.

— Vamos Celes de Virgem, Teneo de Touro e Lily de Águia. Ordena o Grande Mestre Saulo. Em breve teremos a Phoenix e o Pavão.

Celes sorri.

— E não se esqueça da nova geração do Gêmeos, com todo o respeito. Afirma Celes. — Em breve eles honraram da família consagrada a Atena.

Todos caminham em direção a um belo templo com a estátua de Atena com Niké nas mãos.

No caminho gerreiros em treinamento, e em execução de tarefas diversas percebiam o cosmo de Saulo, e o reconheciam como líder representante de Atena, conforme fora dito por Teneo e Celes. Enquanto Saulo passava todos cochichavam.

Na escadaria do templo, aos pés da monumental escultura de pedra da deusa, manifesta-se Saulo reunindo a todos.

— Reunan-se Guerreiros de Atena!

Todos pararam suas atividades e se aglomeraram para ouvir o desconhecido tão comentado no templo nas últimas semanas.

— Nossa deusa Atena em breve virá a seu templo. Inicia Saulo. — Em um ano prepararemos esse espaço para ser digno de Atena. Aqui será o forte da batalha que virá.

Todos olhavam atentos as palavras do Grande Mestre Saulo, que chama Celes, Teneo e Lily com um movimento de cabeça.

— Suas atividades e treinamento serão intensificadas a partir de hoje. Prossegue o Grande Mestre. — Celes, Teneo e Lily serão os responsáveis por tudo. Obedeçam suas ordens. Obediência é a primeira regra no campo de batalha, e acreditem estamos a poucos passos de ser soldados em meio de uma grande guerra.

Saulo levanta o braço e grita no silêncio de prédios inacabados e pedras: — Por Atena!

Empolgados e ao mesmo tempo com medo por tudo o que ouviram todos repetem as palavras e o gesto de Saulo. Com a visão dos braços levantados como marca do comprometimento de todos, Saulo sente novamente o peso de sua responsabilidade. Ele sai e deixa a todos com seus comandantes ordenados.

As semanas se passam e Saulo percebe que as constelações da elíptica solar, banhadas pela luz do sol, tinham seus protegidos com maior força, conhecimento e habilidade de manipulação do cosmo. Por isso resolveu atrtibuir a estes atenção especial. Celes e Teneo estavam entre esses guerreiros mais capacitados.

Saulo procurou no céu o brilhar das estrelas, e percebeu que todas brilhavam de forma especial. O mesmo era visto por boa parte das constelações ao norte e ao sul da elíptica. Era grande o potencial dos guerreiros espalhados ao redor da Terra.

O quartel general de Atena era construído pouco a pouco, e certo dia em sua ronda Saulo vê um guerreiro em treinamento ajoelhado aos pés da estátua de Atena fazendo suas preces. Ele aguarda calmamente ao fim daquele momento de fé, e interpela o soldado.

— Soldado! Chama a atenção Saulo.

O jovem estava nervoso diante do líder de todo aquele ambiente. Ele respira fundo e responde com a cabeça. Os olhos dele brilhavam.

— Suas preces serão atendidas, se a Atena foste sincero. Afirma Saulo. — Atena é misericordiosa e sempre atende aqueles que a honram.

O rapaz com a mão na nuca mexe no cabelo.

— Espero. Responde o soldado.

— Que bom que se sente a vontade nesse lugar inacabado cheio de esforço e duro treinamento. Responde Saulo sorrindo. O Grande Mestre estava feliz com os frutos da grande vontade divina de Atena naquele lugar.

O jovem sorri e complementa

— Todos os dias após o trabalho e treinamento sinto que minhas forças são renovadas, como se na porta do alojamento houve uma fonte de nova energia pronta a ser gasta. É assim todo dia. Dou o melhor de mim, pois sei que dia após dia terei a energia que preciso e não preciso guardar.

Saulo sorri.

— Essa energia meu jovem é a cálida cosmoenergia de Atena, que honra seus guerreiros  que trabalham para sua glória. Explica Saulo. — Gaste tudo o que tem, e terás sua cota reposta. Esse é o amor de nossa deusa guardiã.

O soldado sorri , e sinaliza que compreendera com a cabeça.

— Venho agradecer. Continua o jovem. — Queria fazer desse local um santuário para Atena, que com esse amor nos acolhe.

Saulo vê o Santuário de Atena como um lugar agradável a todos os guerreiros, e percebe que essa é sua verdadeira função como Grande Mestre ao lado da deusa.

— Você acaba de fazer, meu jovem! Afirma Saulo. — Esse é o Santuário de Atena, pois seu cosmo preencherá todo o local, e não sobrará afago a quem lhe for fiel.

O jovem fica feliz pois sente que suas palavras contribuíram para algo.

— Qual é o teu nome rapaz? Saulo estava curioso.

— Silas. Responde o jovem. — Venho há muito tempo procurando por um ambiente assim. Estou empolgado.

Saulo sente que aquele soldado seria muito útil ao exercito de Atena, e percebe o pulsar de uma estrela.

— Vá para o descanso, Silas. Ordena Saulo. — Amanhã será um longo dia, especialmente para você.

O jovem Silas se vai, e Saulo se recolhe. Em sua cama ele busca a estrela que brilhou outrora, e encontra a constelação de Hércules. A sua busca por conhecimento fora curta, mas bastante esclarecedora.

O dia amanhece e recomeçam os treinamentos. No início da manhã aparece Saulo ao campo dos soldados, e todos se empolgam pela presença do Grande Mestre. Ao vê-lo Silas se lembra de suas palavras e sorri.

— Hoje mais do que nunca darei o melhor de mim ... Pensa Saulo.

Ao lado de Teneo e Celes, Saulo vê que próximo a Silas havia uma ruina de pedra. Ele consulta Celes sobre o jovem.

— Celes, como está o desenvolvimento de Silas?

— Ele tem potencial, e já tocou o cosmo, mas ainda falta realizar o milagre de queimá-lo ao máximo. Responde Celes. — Ele só precisa de um estímulo a mais.

Saulo com seu poder telepático move a pedra do topo da ruína e ela balança. Celes e Teneo percebem o perigo, mas são contidos por Saulo.

A pedra inicia sua queda. Silas percebe o movimento da ruina, e vendo que ela ameaçaria a muitos queima seu cosmo, se aproxima do ponto de queda, e com a força de seu punho estoura a pedra em pedaços.

Todos se impressionam com a força do punho de Silas. Silas não acreditava no que acabara de fazer, e ainda estava parado em meio ao olhar de todos. Saulo desce até o pátio da arena e toca o punho de Silas.

 — Depertaste o cosmo. Afirma Saulo. — Continue a treinar e estará na linha de frente do exército de Atena. O guerreiro de Hércules acaba de nascer nessa Terra. Treine o punho de Hércules.

Saulo sai, e antes que desapareça da arena fala a todos.

— Treinem com fervor, e façam de suas tarefas parte do treinamento. A disciplina do trabalho é elemento chave do equilíbrio do cosmo.

Todos ficaram empolgados. Silas foi tomado como exemplo, e a esperança retorna aos corações daqueles que estavam desistindo.

Saulo percebe que sua presença dava a todos mais confiança, e em meio aos preparativos da chegada de Atena Saulo se fazia presente no Coliseu, espaço que ia sendo construído como local de treinamento e onde os novos despertares de cosmos aconteciam.

SAULO ORGANIZAVA O SANTUÁRIO DE ATENA, JUNTO A CELES DE VIRGEM E TENEO DE TOURO. O DIA DA CHEGADA DE SOFIA, A REENCARNAÇÃO DE ATENA, SE APROXIMAVA PARA A GRANDE ESPECTATIVA DE TODOS.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Prelúdio - Ato 000 - O triunfo de Atena (Prólogo)


A guerra santa entre Atena e Poseidon se desenvolvia. As forças de Poseidon recuavam pelo templo do deus na Superfície da Terra (Sekai) rumo ao Templo Submarino, o último reduto de resistência do deus numa batalha.

Atena rumava vitoriosa com seus cavaleiros e amazonas rumo a fortaleza submarina do seu oponente. A superioridade de seu exército vestido pelas sagradas armaduras forjadas pelos alquimistas lemurianos era evidente, e a deusa sufocara o Senhor dos Mares em sua última chance de vitória.

Cinco Cavaleiros e duas Amazonas da mais alta casta ateniense desceram, confrontaram e venceram os Generais Marinas, elite de Poseidon e sua última linha de defesa.

Ankaa de Phoenix, Lubian de Pavão e Talia de Dragão tinham os arredores dos sete pilares sob controle, e Leo de Áries fazia a guarda pessoal de Atena.

No Salão Principal, sala do trono de Poseidon, o Senhor dos Mares caíra diante Atena, e não mais havia espaço para seu imenso orgulho olimpiano.

Poseidon estava atônito. Ele vira sua conquista sucumbir à força súbita do exército de Atena.

Durantes três anos foram muitas as áreas da Terra que haviam sido anexadas aos seus domínios. Seus generais marinas cumpriram seu papel, e ainda que com dificuldades tornavam-no vitorioso a cada investida.

O deus derrotado teria sua alma selada por Atena, imponente em sua armadura dourada reluzente. Sua força desaparecera.

Poseidon estava caído ao lado de seu trono. Em volta diversas colunas que sustentavam o grande salão estavam quebradas. As imponentes paredes do seu templo talhadas com a imagem do tridente, marca de sua posse, e das sete bestas marinhas, insígnias de sua elite de soldados, estava em cheias de rachaduras a ponto de ruir. A destruição total da grandiosa morada do deus em seu santuário de poder estava prestes a acontecer.

— Está acabado, Poseidon! Afirma Atena. — Seu exército foi derrotado, e é hora de você repousar num sono divino.

Atena apontava Niké, a deusa da vitória, que na forma de seu cetro, sempre acompanhava a deusa da Sabedoria e da Guerra Justa, e garantia o seu sucesso nas batalhas.

— Acabou Atena. O orgulhoso deus estava resignado. — Subestimei sua força e sabedoria. Sua estratégia foi certeira. Os trajes feitos por Lemúria mudaram a guerra a seu favor. Malditos Lemurianos! Fui derrotado mais voltarei!

Como um flash de luz, Poseidon repassa a história da guerra perdida em seus últimos minutos de liberdade.

À MENTE DE POSEIDON

Grande Salão do Imperador ...

Reuniam-se os sete Generais Marinas, e o poder de suas escamas alaranjadas traçavam o caminho da vitória.

Seu olhar corre todos os pontos de combate ...

O gigante Crisaor, que dizimou resistências nas proximidades da Ática com sua poderosa lança dourada, estava ao chão. Sua lança sucumbira ao brilho dourado das galáxias destruídas pela poderosa técnica de Ozir de Gêmeos.

Miriah de Scyla, a rainha das seis poderosas bestas, conquistadora da Grécia, estava esgotada. O escudo do cavaleiro de libra fora a defesa perfeita.

Lytah de Lumnades, mestra da ilusão devastadora das terras baixas sobre o polo sul, não mais estava no templo submarino. Anryu de Cancer pelo portal do sekishikii levara sua alma para o mundo de Hades.

Dimmi, o poderoso Kraken, proclamador da justiça de Poseidon nas terras gélidas ao norte do polo ártico, estava congelado. Sua escama não brilhava mais, pois estava ofuscada pela brilho do pó de diamante que chovia pelas mãos de Aria de Aquário.

O Dragão Marinho, com sua tempestade e maremotos conquistou a costa e avançou o grande continente banhado pelo oceano Atlântico Norte, mas sucumbiu ao fio dos relâmpagos de Aaron, o leão dourado.

Kraig de Cavalo Marinho, o general que a galope tomou o mar mediterrâneo para o hall de conquistas do senhor dos mares, fora derrubado pela estrela vibrante do touro dourado.

Então a mente do deus vem a última general marina, cuja ambição não fora maior que sua consciência do amor de Atena: a desertora Sarah de Sirene. Depois de conquistar as ilhas do oceano Índico e perder a batalha por Lemúria, teve numa rosa branca da amazona de peixes a marca da sua traição.

O deus vê seus guerreiros caídos, e onze cavaleiros e amazonas, com seus trajes consagrados por sua algoz emanando poder exuberante.

Poseidon recorda quando as sagradas armaduras de Atena reverteram o curso da batalha. Quando seus soldados foram devolvidos ao mar pela força de guerreiros forjados por suas perdas pessoais.

Atena compartilhado das recordações de Poseidon lembra-se de seus guerreiros que recuperaram os territórios das mãos do deus dos mares: Tuk de Cerberus no mar Mediterrâneo; Marcos de Cruzeiro do Sul no extremo sul; Sula de Camaleão na parte média das terras banhadas pelo oceano Pacífico; Jeane de Lebre na península do Atlântico Norte; Arthur de Escultor na grande ilha do extremo norte da Atlântico; Nicole de Bússola nas ilhas da porção média do oceano Índico; Adam de Sagitta e Nora de Hydrus nas grandes terras ao norte banhadas pelo oceanos Atlântico e Pacífico prologando até as terras árticas; Leonel de Tucano, Tina de Sextante e Metis de Serpente no grande continente ao centro da terra, separando o Atlântico do Índico;  Sobis de Triângulo e Karl de Lyra nas terras geladas a leste do Índico, no oceano Ártico, dentre outros.

Poseidon olha para o extenuado Leo de Aries, que coberto pela a poeira estelar o enfrentou em defesa de Atena. As marcas em sua testa causaram a ira do Senhor dos Mares.

— Lemurianos ... Malditos lemurianos. Esbraveja Poseidon com que restava de suas forças. — Resistiram a todos os meus ataques, e ainda criaram as armaduras para Atena.

Leo, Ankaa, Talia e Lubian, ambos lemurianos, sentiram um mal pressentimento varrer suas mentes.

— Vou acabar com vocês! Gritou Poseidon.

Muito fraca sua alma sugada pela ânfora de Atena. A deusa corta seu dedo com parte interna e pontiaguda do báculo e escreve seu nome em pedaço de tecido que pedira a Leo. Com esse selo Poseidon estaria inativo por muitas gerações.

O Templo Submarino ia se desintegrando, visto a inexistência do enorme cosmo do deus que agora estava selado.

Atena convoca seus cavaleiros e amazonas, que apoiando os guerreiros já sem o poder de suas escamas caminham ao encontro de sua deusa.

Sarah e Ted tinham seguido caminhos diferentes. Sarah já havia saído do Templo Submarino, após ser perdoada por Régia de Peixes, e Ted desaparecera após perder sua escama.

Reunidos Ozir de Gêmeos; Aaron de Leão; Ian de Libra; Anryu de Cancer; Ária de Aquário, gravemente debilitada após intensa batalha e apoiada por Ankaa de Phoenix; Teneo de Touro; Régia de Peixes; Lúbian de Pavão, Talia de Dragão e Leo de Áries, com o brilho de seus cosmos intensificados pelo poder de sua deusa, abriam espaço entre os destroços do templo para a passagem de Atena e da alma de Poseidon selada.


ATENA TRIUNFA SOBRE POSEIDON. ONZE GUERREIROS FECHAM A GUERRA SANTA QUE ABRE AS DISPUTAS PELO DOMÍNIO DA TERRA. A HISTÓRIA COMEÇA A SER CONTADA.