terça-feira, 14 de agosto de 2018

Capítulo 026 - Perdas e ganhos


Os dias passam e a movimentação das forças dos guerreiros negros é intensa. Diante da ameaça o Grande Mestre Ozir começa a pensar nas estratégias para conter as ações desse novo grupo de inimigos de Atena.

O Santuário já possuía bom contingente de soldados incluindo cavaleiros e amazonas e guardiões, e uma ação concreta seria possível.

Para a tristeza de Atena, grandes guerreiros se despediam de suas armaduras, mas em compensação grandes surpresas surgiam dia após dia. O exército da deusa ampliava e se renovava constantemente.

O treinamento para se ter a honra de vestir a sagrada armadura era duro, e muitos não sabiam sequer sua constelação guardiã. Nesse grupo estavam a jovem Rivia, e sua irmã menor Maria.

Era dia de folga nos treinamentos aos aspirantes, intensificado nas últimas semanas, e a vila anexa ao Santuário estava bastante movimentada. O local era habitado por famílias de aspirantes ao exército de Atena, e por pessoas humildes do grupo de devotos da deusa. Era a pós-colheita do trigo e aveia, e em toda a região se via grande multidão.

Dentre os aspirantes a cavaleiro havia Marcus, um jovem muito indisciplinado, que juntamente a Max fora chamado pela constelação de Órion.  Marcus era muito orgulhoso, e se considerava o novo guerreiro da constelação. Seu treinador, Aaron de Leão, estava para anunciar o fim do treinamento para a disputa pelo direito de uso da armadura.

Ele sempre observava as jovens dos arredores, mas sua má fama e pouca humildade afastavam todas as moças de seu trato.

Caminhando pela vila ele vê a menina Annie sair de sua casa, onde morava com suas irmãs Rívia e Maria, e que secretamente abrigava Sarah com razoável frequência.

Marcus conhecia a formosa Rívia, uma tímida jovem vinda de terras distantes a pouco mais de um ano. Ela era aspirante a amazona com tempo de treinamento. Conhecer seu rosto era o grande desejo do rapaz.

Com a saída de Annie, e de Maria horas atrás, aproveitando a grande movimentação, Marcus vê a oportunidade de tirar a limpo suas curiosidades e desejos para com Rívia.

Adentando a casa Marcus vê a jovem deitada em uma das três camas simples que ali estavam. A moça percebe a presença estranha, e levantando-se deixa cair o lençol exibindo seu belo corpo sob cortes menores de algodão cru.

Rivia se apavora, lembrando do terror vivido a quase um ano atrás. Ela recolhe o lençol, cobrindo-se novamente, e vê seu algoz se aproximar lentamente.

Já habilidosa no domínio de seu cosmo, ela reúne sua energia em forma de esfera luminosa e dispara contra o invasor.  A grande energia enche o ambiente, e arremessa Marcus porta afora.

Leo de Aries sente vibrar sua armadura, e segue para o local. Sarah também sente o temor de Rívia, e parte para o interior da casa. Ela encontra Rívia recolhida a parede, tremendo pelo choque de suas lembranças, e a conforta.

Ozir de Gêmeos sente o grande fluxo de cosmo, mas percebe a saída de Leo de Aries. Em seu templo ele confirma algo iminente: o nascimento do cavaleiro de Órion.

Leo adentra a casa após cumprimento a Sarah.

— Olá Sarah. Quanto tempo.

Sarah fica mais tranquila por ser Leo o novo visitante.

— O que o traz aqui, Leo de Áries? Indaga Sarah.

— Esta jovem me chamou. Responde Leo.

Rívia estava encantada com o brilho da armadura de Aries.

— Você é um cavaleiro de ouro? Rivia esquece seus medos diante do cosmo de Leo.

— Sim. Responde o lemuriano. — E Áries é seu signo guardião dentre os doze presentes no círculo do sol. Você me chamou.

Lá fora, Marcus, que havia desmaiado com o impacto, levanta com dificuldades, e inconformado com o ataque que recebera segue novamente para a casa.

Max se aproxima da casa parando na entrada.

— Deixa a moça! Firme ordena o aspirante a cavaleiro. — Ela já sofreu muito antes de vir para cá.

Da casa são ouvidos todos os diálogos, visto o grande silêncio que se fizera nos arredores, com a reunião dos curiosos observando aquilo tudo.

— Max. Identifica a jovem. — Ele não me fará mal.

Marcus não se intimida e continua seu caminho em direção a casa, quando Max movimenta os braços e traz ao solo uma descarga elétrica que faz tudo em volta tremer. A manifestação da natureza interrompe a caminhada de Marcus.

TEMPLO DO GRANDE MESTRE

Sig surge diante Ozir.

— Meu irmão! Cumprimenta Sig.

— Meu irmão! Há quanto tempo. Responde Ozir. — Esta sumido.

— Estou bastante ocupado com nossos novos inimigos. Responde Sig.

— Entendo. Eu também. Concorda Ozir.

Sentados na escadaria se entreolham, e o pensamento era ao mesmo.

 — Um grande dia teremos hoje. Inicia Sig.

— Certamente. Ozir concorda. — Apesar das coisas ruins teremos um novo guerreiro.

— Mas eu prevejo uma grande perda. Pondera Sig.  — Uma alma sairá corrompida desse conflito.

— Ela sempre esteve, meu irmão. Comenta Ozir. — Cabe a você mudar essa realidade.

— Estou ciente disso. Concorda Sig. — Teon já havia percebido essa dualidade em Órion. Não pareceu a ele nada bom.

— É uma pena. Ele tem potencial. Pesaroso comenta Ozir.

— Agora tenho que ir. Finaliza Sig. — Leo de Áries está na retaguarda.

— Se cuida irmão! Recomenda Ozir.

— Sou eu quem cuida de você, lembra? Brinca Sig.

— Atena cuida de todos nós. Conclui Ozir. — Nos falamos mais depois.

Ozir tinhas uma ponta de tristeza por serem sempre breves as conversas com seu irmão, mas em compensação esses raros os momentos eram felizes, contando os muitos anos passados antes do reencontro.

VILA DO SANTUÁRIO

Aaron vendo o início do confronto entre seus pupilos, previsto por Ozir. Do lado de fora da casa, ele recebe a mensagem de Leo, dentro da casa.

— Vou levar esse confronto a um lugar adequado. Prepare-se.

Aaron se aproxima dos dois, quebra a tensão no ar, e desaparece com ambos, reaparecendo no local das lutas.

Na casa Leo se despede de Rívia e Sarah.

— Prazer em conhecê-la menina. Despede-se carinhosamente Leo. — Quem é sua treinadora?

Nesse momento surge uma aura feminina para o sorriso de Rívia, pois trazia consigo Maria e Annie.

— Sou Eu. Lily de Aquila. Responde a amazona com um belo vestido azul. Percebi sua presença, e de alguém que vem sempre aqui. Sabia que Rívia estava bem, então fui atrás das gêmeas fujonas.

Leo olha para as irmãs.

— Estão em excelentes mãos. Comenta Leo. — Em quatro excelentes mãos. Preciso retornar ao meu posto.

O cavaleiro toca as mãos de Rívia, que tinha os olhos ainda brilhantes por conhecer um cavaleiro dourado.

— Conte sempre com o brilho da luz de Áries. Me chame e contigo estarei.

Ele sinaliza com a cabeça para Lily, repassando a mesma mensagem de responsabilidade.

Voltando-se para Sarah, Leo completa.

— Cuide-se menina! E cuide delas também.

Sarah sorri e sinaliza que sim, quando Leo desaparece do mesmo jeito que chegou.

Lily observara o carinho de Leo por Sarah, e confirmando a impressão que já tinha do cosmo ali sempre presente, tinha certeza de que Sarah ali estava por Atena.

CASA DE ÁRIES

Leo chega a casa de Aries, com uma boa sensação sobre as irmãs de Gales.

Ozir surge na casa de Aries.

— Grande Mestre! Saúda Leo.

— Leo. Responde Ozir. — Fez bem em teletransportar o confronto para o Coliseu.

— Certo. Comenta Leo. — O festival continua normalmente, e as meninas estão com Lily e uma Aura.

— Correto. Confirma Ozir. — Acompanharei tudo de perto. Bom Trabalho.

Leo sinaliza com a cabeça em agradecimento, enquanto Ozir parte.

NO COLISEU

Max e Marcus identificam o coliseu, e aguardam a orientação de Aaron de Leão para começar o combate. Teneo de Touro também estava lá.

Por se tratar de luta oficial pela armadura, o Grande Mestre é esperado. Ozir chega e se dirige aos oponentes.

— Max e Marcus! Inicia Ozir. — Esse confronto não está programado, mas devido as circunstâncias, e pelo nível de treinamento de ambos, a batalha pela armadura está oficializada.

Ozir se dirige a Marcus.

— O correto seria baní-lo do Santuário, mas esse confronto é melhor opção. Prossegue Ozir. — Uma alma maligna não pode trajar uma veste sagrada. Deixemos a armadura de Órion decidir o vencedor.

Ozir sinaliza a Teneo, no campo de batalha para iniciar e arbitrar a luta.

— Comecem! Ordena Teneo.

Marcus parte para a ofensiva, criando uma grande tensão elétrica entre o céu e a terra. A terra treme, e uma grande relampago desce encontrando as mãos do aspirante que a molda e direciona sem dó contra Max.

Max com o braço esquerdo estendido a frente, e o braço direito erguido, recebe a rajada de energia e a direciona de volta ao céu. Um grande trovão é sentido, e Max sente o golpe cambaleando na sequencia.

Marcos percebendo a fragilidade do oponente reúne os resquícios de energia elétrica recém-transportadas pelo ar, e a lança sobre Max. O ódio por Rívia por tê-lo repelido, e do próprio Max por tê-lo interrompido, dá a sua cosmoenergia tons negros.

A influência da porção negra no ataque de Marcus alerta Atena, e preocupa Aaron, contido por Ozir.

O ataque de energia atinge Max, que tinha dificuldade de se manter de pé. O aspirante a cavaleiro bloqueia.

A porção negra drena a energia corporal de Max, que quase esgotado queima seu cosmo criando uma poderosa descarga elétrica usa seu corpo inteiro para se conectar a terra.

Max totalmente energizado afasta a energia negra de seu peito, vertida por Marcus. Ele invoca novamente a carga elétrica sobre si, e utiliza o mesmo movimento com o qual se defendera do primeiro ataque para lançar a descarga que por ele passava. A energia lançada é dez vezes mais forte que a lançada por Marcus.

Na medida que a rajada de energia se aproximava, Marcus ficava ainda mais apavorado. Ozir continha Aaron, quando surge a armadura de Órion que absorve o impacto.

— A luta está encerrada! Anuncia Ozir.

Marcus foi salvo pela armadura de Órion, e estava feliz pois considerava que ser defendido pela sagrada armadura era um sinal positivo. Ele toca a armadura, que levemente o eletrocuta.

A armadura de Órion segue em direção a Max, e o veste. Marcus não crê no que via.

— Como!? Indaga Marcus. — A armadura havia me escolhido! Ela protegeu a mim, e não a ele.

Ozir desce e explica.

— A constelação testou vocês dois, e mesmo com o cosmo negro lançado por você, Marcus, ela não protegeu a Max, pois ele tinha capacidade para resistir.  A rajada de energia emitida por você era forte, mas ...

Ozir olha para Max.

— A rajada lançada por você, Max, foi dez vezes maior, equivalente em intensidade ao relâmpago de plasma de seu mestre.  Você resistiu a descarga elétrica com seu corpo inteiro, como se integrando a energia. A invocou novamente, magnificou a intensidade, a moldou e lançou contra seu oponente. Para esse feito você tocou o sétimo sentido, ato comum apenas entre a casta dourada.

O Grande Mestre reúne os dois ao centro.

— A armadura salvou sua vida, Marcus, arriscando sua própria, porque você é valioso. Explica Ozir. — Apenas um cavaleiro ou amazona de ouro resistiria aquele ataque.

Ozir posiciona-se o lado de Aaron, e dirigindo-se aos dois, prossegue.

— Marcus usou cosmo negro para inconscientemente aumentar sua força, e tornou-se indigno da armadura de Órion. Max resistindo utilizou a força da energia da natureza a seu favor, e tocou o sétimo sentido.

Ozir aponta para Max.

— Max venceu a luta, e foi considerado digno pela armadura de Órion. Seja bem-vindo ao exército de Atena, Max.

Ozir vira as costas e sai, deixando Aaron com as partes finais. Teneo se despede de todos e também segue de volta a sua casa.

Marcus, revoltado, sai do Coliseu resmungando. No caminho é acompanhado por Lyra de Ophiucus.

Ele sai do Santuário, e é abordado por dois cosmos negros. Ele segue os dois homens.

A ordem dos Guerreiros Negros parecia ter ganhado um forte aliado, e com pesar a previsão de Sig se confirmara.

Atena em seu templo tinha outra reflexão importante a fazer. O ataque a sua aspirante a amazona por sua beleza revelava as disparidades de caráter dentro do seu exército.

Com isso a deusa da Sabedoria e da Guerra Justa tomara uma difícil decisão. Assim como  a máscara protegia a amazona da desqualificação como guerreiras, uma nova medida precisava ser tomada para proteger as aspirantes dos perigos. A partir daquele dia, o campo de treinamento da amazonas seria independente, com permissão de acesso dada apenas a guerreiras.


A DURA BATALHA PELA ARMADURA DE ÓRION PASSA POR CONQUISTAS, PERDAS, E O DECRETO DE UMA NOVA DETERMINAÇÃO DE ATENA, MAS NÃO APENAS O EXÉRCITO DE ATENA SERIA BENEFICIADO.

sábado, 3 de março de 2018

Capítulo 025 – O retorno dos heróis


Como ordenado por Ozir, seguiram Sallas, Aaron, Anryu, Ariadne, Ankaa, Lubian, Talia e Melias em duplas para guiar o retorno dos cavaleiros e amazonas enviados em missão de reconhecimento aos territórios, então ameaçados pelo exército negro de Arno de Escultor Negro.

Junto aos cavaleiros e amazonas, outro grupo de guerreiros partia.  A elite dos guardiões estava presente e oculta na tropa de resgate, para a desconfiança dos lemurianos.

Sallas de Capricórnio e Talia de Dragão partiram para resgatar Nicole de Bússola nas ilhas da porção alta do oceano Índico. Na local não se via pessoas, e encontrar a amazona de bronze parecia impossível.

Talia usava sua capacidade extra-sensorial para detectar fracas manifestações de cosmoenergia em conexão com Sallas, conforme orientado pelo cavaleiro.

O dourado corria a extensão do terreno para localizar grutas como possível esconderijo. O grande campo aberto não parecia trazer muita esperança, quando Talia percebe algo nas proximidades das rondas do cavaleiro de Capricórnio.

— Sallas! Alerta telepaticamente Talia. — Próximo a você há uma centelha de cosmo.

Sallas para, e Talia surge ao seu lado. Ela anda uns cinquenta metros atrás e localiza uma pequena abertura na rocha da montanha que ali se desenhava. O espaço não parecia caber a entrada de sequer um animal pequeno. Sallas identifica uma entrada maior coberta com uma pedra um pouco mais a direita.

Ouvia-se barulho seguido de silêncio. Sallas se esfobrça para rolar a pedra, quando Talia num toque explode sua extremidade, permitindo a passagem.

O cavaleiro dourado sorri, e faz gesto cedendo a frente a amazona de bronze. Ela tinha pressa em encontrar Nicole, a quem tinha afeição e contribuíra no treinamento..

NAS TERRAS DO OCEANO PACÍFICO

Aaron e Ankaa, que seguiram para a parte média das terras banhadas pelo oceano pacífico, haviam encontrado logo na chegada uma horda de soldados com vestes negras. Ankaa, facilmente já havia se livrado de todos os soldados, e o cavaleiro de Leão adentrara ao território em direção ao ponto de fuga definido com a amazona e Camaleão.

Conectado com Talia e os demais lemurianos em missão, Ankaa sabia que a condição de Nicole de Bússola não era boa. O cavaleiro estava preocupado, mas precisou deixar de lado esse sentimento, abandonando por hora sua conexão pois seu novo adeversário chegara.

Uma mulher formosa, com largos quadris, pele clara, grandes olhos amarelos, e longos cabelos castanho médio lembrava a Ankaa seu par, Lubian. Essa semelhança tirou a atenção do sempre focado cavaleiro de Phoenix.

A armadura negra de Dragão mexe com Talia nas terras do oceano Índico. A agora mais fraca conexão com Ankaa deixava a amazona ateniense de Dragão preocupada.

A estranha sensação era compartilhada com Lubian na Linha do Equador, onde acompanhava Anryu em busca de Marcos de Cruzeiro do Sul.

LINHA DO EQUADOR

Diante a amazona de Dragão havia a contraparte negra de Ankaa, o Phoenix Negro. A aura negra, por sua intensidade o tornava muito parecido com seu par.

A figura imponente de olhos castanhos escuros, e armadura negra de traços muito semelhantes a armadura do exército de Atena, abalavam a fria e experiente amazona de Pavão.

A sensação estranha sentida por Ankaa, nas terras do oceano Pacífico, tornava ainda mais difícil o confronto de Lubian.

ZONA DO ÁRTICO

Ariadne, depois de muito caminhar pela neve das terras gelada da zona do ártico, estava preocupada com Melias por sua menor resistência a baixa temperatura, visto que em Lemúria vivia na região mais quente da ilha. O fato do lemuriano não ser tão jovem quanto ela agravava esse quadro a mente da amazona.

Observando o cavaleiro, a amazona via um sinal de preocupação estampada em seu rosto.

— Melias, o que houve? Pergunta a amazona.

— Não é nada Ariadne. Responde Melias. — Nada que mereça sua preocupação.  Alguns c
dos jovens cavaleiros e amazonas estão diante de seus medos no Índico e na linha do Equador.

— Ankaa e Lubian? Assusta-se Ariadne. — Eles sempre foram tão focados. O que teria acontecido?

— O destino os coloca a prova. Comenta Melias.  — Eles terão que superar sua relação e lutar sem sentimentos.

Ariadne fica admirada ao entender a “relação” revelada por Melias. Ela sorri.

— Eles eram bem discretos! Pensa Ariadne.

Melias sorri, e discretamente sinaliza que sim.

— Mas acho que devemos seguir em frente, pois temos dois guerreiros para resgatar desse frio.

Ariadne com um movimento de cabeça concorda. Falar no ambiente gelado custava bastante energia.

Com algum tempo de caminhada avista-se uma vila abandonada. Os casebres de portas abertas e os dois corpos cobertos de gelo pelo caminho conduziam a um casebre fechado.

O cosmo sentido conferia com o de Nora de Hydrus, mas não havia sinal de Adam de Sagitta.

Ariadne se aproxima da porta, mas Melias a contem, a derruba no chão e abre bloqueio com seu cosmo inflamado. Um ataque de flechas negras surpreende a amazona, e varias delas ficam presas a porta.

Melias cede a mão para que Ariadne se levante, e vai tomando a frente da batalha. O cavaleiro é contido pela amazona, que toca seu ombro e sinaliza que entre. Ela confronta o oponente com o brilho de sua armadura dourada.

Melias ao entrar contem as presas da hidra, apresentando sua armadura prateada e tranquilizando Nora.

— Senhor Melias! Aliviada estava Nora. — Desculpe-me. Pensei que era o flecha. Adam saiu há horas para confrontá-lo mas não voltou. Não sei. Estou com fome e com medo.

— Acalme-se menina. Tranquiliza Melias. — Ariadne está lutando contra o flecha negro agora. Viemos resgatá-los. Estam seguros. Volto já.

Os guerreiros de Atena conseguiram proteger muitas pessoas, que ali estavam com fome, mas não tão firmes quanto Nora e Adam.

Melias informa mentalmente a Ariadne que buscaria comida, e se teletransporta. Ele segue até a certa área com uma floresta a quilômetros dali. Passados alguns minutos ele retorna com muitas frutas depositadas numa casca de árvore.

Nora sorri e fechando os olhos cai, sendo amparada por Melias. Uma senhora pega algumas frutas com as mãos, e tenta amassa-las para que possa alimentar Nora. Melias sorri e o calor de seu cosmo aquece as frutas congeladas entregando-as a cuidadosa senhora.  Ela então consegue o seu objetivo e Nora inconscientemente bebe o liquido. Ele faz o mesmo com as demais frutas, deixando a jovem amazona aos cuidados da bondosa senhora.

Do lado de fora Ariadne havia conseguido conter todos os ataques do guerreiro negro, e queimando seu cosmo ao alcance do sétimo sentido evitou a drenagem de sua energia. Ela ataca com seu vento frio no zero absoluto, e congela as pernas do guerreiro negro, quando descendo pelo teto surge Adam de Sagitta.

— Obrigado por virem. Comenta o extenuado cavaleiro de prata com água numa vasilha improvisada. — Nora ... Eu preciso ...

— Acalme-se. Tranquiliza a amazona de ouro. — Ela está com Melias de Altar. Eu assumo daqui.

Adam tinha parte da sua armadura opaca, mas estava bem. A flecha negra encravada em seu braço drena aos poucos suas energias.

Ele entra e vê Nora levantando-se dos braços da senhora que a acolheu.

NAS TERRAS DO OCEANO ÍNDICO

O caminho gruta adentro era escuro, e o cosmo de Nicole estava cada vez mais fraco. Talia seguia na frente, enquanto Sallas decidiu ficar mais próximo a entrada aberta, evitando problemas com tropas inimigas.

Ela chega, e o brilho esverdeado de sua armadura reluz na chama do que ainda restara da fogueira. Havia cerca de vinte pessoas na caverna. Todos sabiam que era a ajuda que tanto pediram a Atena, e os olhares se voltavam para Nicole. A amazona de bronze sofrera graves ferimentos na luta ocorrida no dia anterior.

Nicole lutara contra um cavaleiro de armadura igual a dela. Sua vitória salvou a todos, mas seu corpo frágil e ferido não estava respondendo aos precários cuidados recebidos. Por se refugiarem na gruta os alimentos ficaram escassos, e a fome agravava o quadro geral.

— Onde encontro comida e água? Indaga Talia.

— Numa mata mais adentro, mas é muito longe daqui. Levaria horas. Responde uma jovem.

— Eu chego lá. Comenta a amazona de Atena. — Me empreste sua mão, e lembre-se de como chegar lá.

A jovem imaginou, e seu cosmo oculto interagiu com o cosmo de Talia, que aprendeu o caminho. Ela pegou o balde vazio, e desapareceu.

A amazona sente uma energia positiva próxima

— Pode vir. Pensa a amazona. — Sei que não fará mal, pois foi enviado por Atena.

— Posso garantir que sim. Responde o cosmo sem face.

No segundo seguinte ao desaparecimento de Talia surge Ada de Aquário para a surpresa de todos. Ela toca em Nicole, e a amazona vai ficando mais corada. Ela canaliza a energia do cristal para a restauração da força vital de Nicole. Ela descarrega parte da energia do cristal de Aquário, e Nicole reage como se religasse um dínamo, que geraria energia de forma própria.

— Ela ficará bem. Preciso ir. Anuncia olhando para todos.

Ela envolve a todos como por hipnose, gerando uma onda que sai pela gruta afora.

— “Barreira Sagrada”. Anuncia Ada.

Nesse momento todas as memórias guardadas desde sua aparição são removidas das mentes de todos.

A onda viaja quilômetros, e no lago onde recolhia água Talia é alcançada pela técnica de Ada. Segundo antes da sensação de cosmo vivida se dissipar, a amazona se despede.

— Vá com Atena, Guerreira ...

Talia retorna, e encontra Nicole sentada e recuperada de seus ferimentos graves. Ela não sabia o acontecera, mas tinha certeza que fora obra de Atena.

Todos se alimentam, e Nicole com sua armadura revigorada sorri. Talia leva todos a local seguro, e retorna ao Santuário com os três guerreiros de Atena que a acompanhavam.

NAS TERRAS DO OCEANO PACÍFICO

Ankaa e a Dragão Negro ficaram por muito tempo se estudando.

A estranheza do olhar de Ankaa intrigava a amazona negra.

— O que foi? Indaga. — Parece que viu algum fantasma. (risos)

Ankaa se recompõe, para a tranquilidade de todos os lemurianos presentes a missão.

— A quem devo chamar de inimigo? Indaga Ankaa.

— Não poderá saber meu nome assim tão rápido, rapaz. Brinca a amazona. — Precisará me atingir primeiro para esse benefício.

Ankaa balança a cabeça em sinal de negativo.

 — Não importa! Retruca o cavaleiro de Atena.

O Phoenix reúne a energia a energia do calor do local, e concentra numa chama que manipula com a mão direita. Ele inflama seu cosmo, e incorpora a esfera de fogo ao seu corpo em chamas. Ele dispara as chamas numa rajada a frente, para a defesa postada da amazona negra.

A energia quente atinge a barreira da oponente, e uma rajada de fogo atinge em cheio no peito da amazona de dragão negro. A luz irradiada pelo impacto se dissipa, e a amazona ri.

— É só isso que o grande Ankaa de Phoenix tem para oferecer? Que pena!  Ironiza a amazona. — Sol Bel de Dragão Negro, e pelo que acabei de saber, uma sósia de uma tal de Lubian de Pavão. Será que você a conhece, Ankaa?

— Como?! Ankaa se surpreende. — Como pode conhecê-la?

— Pelo visto você a conhece bem. Comenta Bel, que ironicamente ri. — Acha que é o único que pode se comunicar com sua equipe? Meu colega Phoenix me contou da minha semelhança com sua oponente em outras terras, e pela reação de ambos ...

Ankaa volta a ficar desconfortável. Aaron percebe a redução da decisão do cosmo do Phoenix, mas precisava encontrar Sula de Camaleão. Ele preferia confiar na capacidade do lemuriano mais experiente do exército de Atena.

O Phoenix estava desconcertado com a possibilidade do risco a Lubian, e sua insegurança é sentida por todos os lemurianos no campo de batalha. A amazona de Pavão o tranquiliza.

— Seja forte Ankaa! Comunica-se Lubian. — Estarei sempre bem. Estamos com Atena. Quando eu perecer estarei no panteão dos heróis a sua espera, mas isso não será hoje. Você é o mais forte de todos nós. Prove isso a si mesmo. Cumpra sua missão!

A amazona negra olha para Ankaa e percebe a mudança na sua determinação.

— Parece que vocês lemurianos fizeram aquelas mágicas. Brinca Bel. — Mas não importa. Acabarei com você.

Bell inflama seu cosmo negro, e o fluxo de energia de energia circula seu corpo como se infinitos dragões corressem em espiral em volta do corpo da amazona em direção ao céu.  Seus cabelos se levantam e uma rajada de vento energizado corre contra Ankaa e o envolve.

O brilho do cosmo de Ankaa desaparece por um longo instante para a alegria de Bell. Para Aaron, Melias, Talia e Lubian fica a expectativa do que virá a seguir.

Ankaa explode seu cosmo, fazendo sair raios de luz azul pelos espaços deixados pelo turbilhão de vento espiral de Bell. O cavaleiro que fora levantado do chão pousa levemente.

Repentinamente o turbilhão se rompe, e Ankaa como uma tocha humana começa uma caminhada em direção a Bel.

A amazona prepara a defesa com o escudo negro do dragão, mas sente que a intensidade do calor produzido por seu oponente está acima de tudo que fora apresentado antes.

Anka lança seu punho, rompendo facilmente o escudo da dragão negro. Ele atravessa completamente a defesa da oponente, ferindo seu braço, e atingindo o peitoral da armadura da amazona.  A pedra negra que ornamentava a armadura desparece como poeira.

A armadura negra cai em pedaços, deixando Bel perplexa com a precisão da técnica aplicada pelo cavaleiro de Atena, que apesar de altamente destrutiva poupara sua vida, e deixara apenas um leve ferimento em seu braço.

— Essa é a “Explosão das Chamas Azuis”, explica Ankaa. — Você pode ir agora. Creio que já atingimos nosso objetivo aqui.

Ankaa se teleporta para onde estavam Aaron e Sula de Camaleão, debilitada como todos os outros.

Aaron, Ankaa e Sula, junto a Talia, Sallas e Nicole foram os primeiros a retornar ao Santuário.

LINHA DO EQUADOR

Anryu de Cancer partiu para as terras abaixo da linha do equador com Lubian de Pavão. O cavaleiro dourado saíra para encontrar Marcos de Cruzeiro do Sul, enquanto Lubian confrontava o Phoenix Negro.

A luta dos guerreiros nas terras abaixo da linha do Equador ainda não havia começado efetivamente, sendo travada uma luta mais psíquica. Quando as dúvidas e preocupações se dissipam a luta começa a ficar mais agitada.

As técnicas entre os oponentes foram literalmente trocada, apesar do desequilibio de Lubian diante da conexão com Ankaa.

O cosmo de Ankaa desaparecido por instantes foi a ponto diferencial e sinal para que Lubian adquirisse total concentração para vencer a luta.

Os olhos do Pavão já estavam prontos para que a luta efetivamente começasse.

— Vejo que está mais focada agora. Muito melhor assim. Ironiza o Phoenix Negro. — Pronta para o confronto,  Amazona de Atena?.

Lubian recomposta e concentrada sorri.

— Você não sabe com quem está se metendo Phoenix Negro! Afirma a amazona.

— Veremos! Retruca o cavaleiro negro.

Ele aquece o seu cosmo, e o concentra em seu punho uma espécie de fogo negro. Ele segue na investida disparando em direção a Lubian, atacando-a na altura do rosto.

A amazona bloqueia os dois golpes, e sorri.

— Como você chama esse golpe, meu caro Phoenix? Indaga Lubian.

— Você saberá. Responde o guerreiro negro. — Mas posso te adiantar ...

Lubian estava imóvel, e a sua mente começaram a surgir imagens terríveis suas com Ankaa.

— Pesadelo Negro! Eu gosto de chamar. Comenta o Phoenix. — A técnica mais poderosa de Klaus de Phoenix Negro.

A mente de Lubian passava imagem do abandono de Ankaa de sua convivência, e também de sua armadura de Phoenix, para sua grande tristeza. Mas a chocante imagem, do rompimento de laços não abalaria a amazona de Atena.

Ainda imóvel, Lubian sorri, para o espanto de Klaus. Ele começa a se mover novamente, e recupera a confiança apresentada antes de sofrer o golpe negro.

— Sua fraca ilusão não me afeta, rapaz. Retruca Lubian — Conheço meus sentimentos, e essa técnica é ruim. Se fosse das mãos do verdadeiro Phoenix, eu não estaria sequer de pé. Se essa é sua melhor técnica, considere-se acabado.

Klaus se irrita com a comparação.

— Não menospreze o “Pesadelo Negro”. Esbraveja o guerreiro partindo em direção a Lubian.

O cavaleiro acerta uma ilusão.

— Você está em minha ilusão agora, Klaus. Informa a amazona.

Lubian aparece e desaparece diante Klaus.

A ilusão é interrompida quando Lubian cai com suas energias misteriosamente reduzidas.

— Agora você está acabada, Amazona.

Oriti, que estava oculto acompanhando a luta, surge e lança uma flecha carregada de energia contra Lúbian. A flecha atinge a amazona no peito, e a luz dissipada pelo impacto repele o guerreiro negro que partira na investida corpo a corpo.

O brilho da crystalus de Oriti de Peixes surpreende a amazona. A aura de paz, e a flecha de luz que recuperou suas energias, eram provas para Lubian de que o novo guerreiro no campo de batalha estava a serviço de Atena. Com o dissipar da luz, a visão armadura de peixes em cristal não deixava mais nenhuma dúvida.

Oriti sinaliza com os braços, orientando a Lubian que prosseguisse a luta.

A amazona reestabelece a ilusão, e escolhe o momento exato para sua verdadeira versão golpear Klaus. Ela golpeia o peitoral da armadura pulverizando o cristal que ali estava. A potência do golpe atinge o peito de Klaus com mediano impacto, sem causar dano de morte ao oponente, mas levando o oponente a nocaute.

O cristal do peitoral de Klaus destruído libera grande quantidade de cosmonergia negra. Temendo o pior, Oriti lança o punho de sua crystalus para proteger Lubian.

Com Klaus desacordado, pelo dreno de parte de sua energia vital junto a explosão de energia do cristal, o Aurum recolhe sua proteção, toca Klaus reestabelecendo seu batimento cardíaco, e ajuda a amazona a se levantar.

Klaus tosse e expele pequenas pedras negras, recolhidas por Oriti e guardadas no cristal do seu punho.

— Marcos de Cruzeiro do Sul está bem, e Anryu em breve o encontrará. Tranquiliza Oriti. — Fique em paz.

Oriti olha Lubian com carinho, e anuncia.

— Barreira Sagrada!

Na mente da amazona fica um vazio, com a única certeza de que a luta fora intensa, mas por ela vencida. A passagem de Oriti naquele lugar fora encerrada em lugar oculto do cérebro de Lubian e Klaus, como um apagar de lembranças. O Aurum novamente desaparece.


Pouco a pouco, seguido de Ankaa de Phoenix e Talia de Dragão, todos os lemurianos conduzem seus colegas cavaleiros e amazonas de volta ao Santuário. A última a regressar foi a tropa comandada por Ariadne de Aquário. Ela também teve problemas com as técnicas surpresa dos guerreiros negros.


ZONA DO ÁRTICO

Adam, tranquilo com a situação de Nora sai em apoio a amazona de ouro, e vê na chuva de flechas negras aquela destinada ao peito de Ariadne.

A peça de metal negro atinge seu objetivo, e a amazona de Atena em pouco tempo cai de joelhos enfraquecida. O intenso uso do cosmo na batalha tornara a amazona mais susceptível a drenagem de energia. Adam apoia Ariadne, e mesmo debilitado assume a luta.

Melias pressente que algo mudaria positivamente no campo de batalha, e a flecha negra do braço de Adam torna-se prateada. Ele a expulsa de seu corpo, e o ferimento causado fecha. O mesmo ocorre com Ariadne. Sana de Touro com seu poder purificou as flecha negras dos corpos de Adam e Ariadne.

Recomposto e com o cosmo fortalecido pela investida do touro flamejante contra seu peito, Adam retruca as flechas negras sobrepondo-as. Ele devolve a gentiliza dada a sua companheira de luta, destinando dentre uma flechas especial ao peitoral do guerreiro negro. A flecha também atinge seu objetivo, rachando a pedra de ébano que o ornamentava. A explosão de energia é contida por Sana, que mesmo oculta operava naquele lugar.

A Aura havia ocultado sua presença de todos, com exceção do experiente Melias, que sabia pela cosmoenergia sentida se tratar de reforços enviados por Atena. Ela sela o momento, mas não tinha certeza de que o fizera para todos.

A amazona de Aquário havia percebido presença familiar, e por isso desviara seu foco recebendo a flecha negra.  A preocupação com o quadro geral dos guerreiros a serem resgatados contribuiu para o descuido diante do inimigo.

Vencido o guerreiro negro todos partiram para o Santuário

SANTUÁRIO

Cansados com o esforçado teletransporte, em especial Melias com a missão de conduzir quatro guerreiros, os lemurianos foram orientados a descansar mais cedo, mas Lubian e Ankaa tinham outros planos.

A angústia de Ankaa pela ameaça a Lubian trazia uma nova realidade a ser considerada para o exército de Atena. No dia seguinte, comandado por Melias, a situação do estreitamento de laços entre cavaleiros e amazonas vivida no campo de batalha seria retratada.

A audiência com Atena revelaria uma difícil nova regra a ser seguida por cavaleiros, amazonas, aurums e auras. O fim das relações de amor entre guerreiros. Os casais já formados receberiam auxílio especial, mantendo-se a postura condizente a guerreiros em batalha, mas novas relações seriam desestimuladas, e até segunda ordem proibidas, pelo bem da Terra.


A MISSÃO DE RESGATE DOS GUERREIROS DE ATENA TRARIA NOVAS PREOCUPAÇÕES Á DEUSA ATENA. ELA TOMARIA IMPORTANTES DECISÕES PARA O FUTURO DO SANTUÁRIO E DA TERRA.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Capítulo 024 - O Observador


De um lugar escuro, próximo a uma cachoeira de águas vermelhas estava um homem de bela aparência. Seus cabelos, a altura de ombro, eram tão negros quanto o manto que Nyx cobre a Gaia.  Ele possuía uma harpa de tom escuro brilhante que todos a viam se encantavam mesmo quando não ouvida.

Esse instrumento especial tocava ora melodias intrigantes e envolventes, ora belas canções capazes de levar a loucura seus ouvintes.  A harpa cor de ébano era a extensão da elegante veste de seu músico.

Era através do brilho sedutor e do som que entoava, que a esfinge de posse da harpa maligna media a verdade nos corações, equilibrando as almas contra a pluma de Maat.

Esse homem teve um nome, mas isso não mais importava, pois fora moldado desde o nascimento para um propósito maior. Sua linhagem estava ligada a certa estrela misteriosa que não figurava no céu, mas no ideário dos povos antigos. Essa estrela estava sob o comando do Senhor do Submundo, Hades, e seus fieis generais: a morte e o sono.

Ele foi chamado pelo Senhor da morte, Thanathos, e recebeu um novo nome: Pharaoh de Esfinge.

De uma gruta próxima a grande Cachoeira de Sangue dos domínios de Hades observava Pharaoh o fruto de seu encantamento, a quem despertara potenciais obscuros latentes. Esse produto de sua arte tinha uma missão maior: trazer a prova a força do exercito da da deusa da Sabedoria e Guerra Justa, Atena, e a visão sobre Sekai, a Terra.

Hades que acompanhava a movimentação na Terra desde a investida de Poseidon, queria conhecer as capacidades de sua sobrinha Atena na defesa do território que considerava sua casa. Com a regência de Sekai, Atena derrotara Poseidon, e iniciara um ciclo de conflitos e interesses.

Pelo Sekishiki, passagem entre as estrelas considerada o caminho místico que leva a entrada do mundo dos mortos, também chamado de Yomotsu Hirasaka, o espectro observava todo o conflito na entrada do Santuário.  Essa passagem Anryu bem conhecia, pois estava prestes a cair da colina que levava as prisões, vales e esferas do submundo, quando sua alma foi requisitada por Atena.

Logo após a retirada de Arno e Sebastian, Pharaoh desce a Terra diretamente ao monte Alcasus, na ilha da rainha da morte.

— Saudações, Arno e Sebastian. Cumprimenta Pharaoh, surgindo em meio a névoa do Alcasus.

— Você voltou! Admirado estava Arno.

— Faz tempo que não ouvimos sua canção, esfinge! Sorri Sebastian.

Pharaoh segura sua harpa, e toca uma canção. Arno e Sebastian entram em transe, e suas auras negras entram em ressonância com a melodia. Minutos depois, o espectro suaviza a nota musical e Arno e Sebastian retornam sua consciência.

Sebastian se lembra de quando conheceu Pharaoh de Esfinge.

SEIS ANOS ATRÁS

Passavam dois dias da escolha do Mestre Alquimista da província de Turígia. Era Iron o escolhido, o preferido por todos e unanimidade para o Conselho dos Anciãos local.

Sebastian também se propunha a posição, mas com o resultado ele sentira-se rejeitado. O sentimento do alquimista era de revolta. Educado, comportou-se com respeito as comemorações efusivas dos amigos de Iron.

A aura de Sebastian estava triste, e perdera seu brilho natural. Seu momento obscuro despertou a atenção de alguém em local tão obscuro quanto sua alma naquele momento.

Pharaoh de Esfinge sentia ecoar nas cordas de sua harpa a escuridão que crescia no coração de alguém em Lemúria, o reduto intelectual do séquito de Atena.

O ódio de Sebastian crescia, e seu isolamento começava a ser notado pela província. Sebastian era reservado, e sua seriedade era admirada por todos.

Pharaoh surge a Sebastian exibindo o brilho de sua sapuris. O tom negro vibrante, somado ao cosmo do espectro encanta Sebastian. O som da harpa do espectro acalentou a alma angustiada do alquimista.

O espectro entoou canções, e a mente de Sebastian começou a se abrir a possibilidades antes tratadas com cuidado pelas ciências alquimistas. O senso de cautela com os imprevistos e desconhecidos caminhos da pesquisa alquimista já não mais existia para a mente de Sebastian.

A esfinge deixara seu enigma na vida de um sábio, e agora destemido habitante de Lemúria. Somado ao arrebatar de mais uma alma por Hades, surgia a oportunidade da entrada no território de Atena por dentro.

O espectro retorna ao Submundo, sob o olhar de alguém mais poderoso, em lugar mais belo e agradável: Os Campos Elíseos.

TEMPO PRESENTE

Sebastian olha para Arno e a fisionomia do escultor negro era a mesma.

— Desenvolveram bem suas habilidades, senhores. Comenta o espectro. — Meu mestre tem observado seu desempenho, e seus planos ambiciosos para a Terra.

Os lemurianos estavam atentos a narrativa de Pharaoh.

— O exército dos cavaleiros negros sob seu comando tem enorme potencial, Arno. Continua Pharaoh. — A base da vitória da escuridão da morte sob a terra, com o triunfo maior sob o Santuário de Atena.

Arno compreende a mensagem, e fica pensativo.

— Meu exército a serviço de seu mestre, mas ... Pondera o lemuriano. — O que eu ganho com essa participação?

Pharaoh ri.

— Digno de um líder. Afirma o espectro. — Meu mestre não tem condições de iniciar uma guerra neste momento. Mas a sua guerra pode livrar o mundo de Atena, usando a fragilidade do pós-guerra contra Poseidon. Com a Terra sob controle, no momento certo meu mestre será o deus da Terra, sob seu comando nas ações e manutenção do cosmo negro do Submundo. A Terra precisa de um Deus, e nenhum de nós aqui poderá assumir esse posto. Apenas o Senhor Hades poderá.

Arno e Sebastian se entreolham.

— O comando da Terra é razoável por hora. Conclui Arno. — Mas novos elementos entrarão nesse acordo, certamente no seu tempo.

— Esperado! Pondera Pharaoh. — Hades oferecerá apoio. Aguarde. Seu cosmo negro compreenderá.

O espectro de Esfinge vai se dissipando na névoa, com o início dos tratos para o confronto contra Atena ali firmado.

NO SANTUÁRIO

Leo, Ozir e Sig percebem a presença obscura que sentiram há algum tempo. Alvo direto de preocupação de Leo por Atena, e dos gêmeos por suas investigações.

Ozir aguardava o retorno dos seus mensageiros enviados a diversas partes da Terra para informações e reconhecimento.

 Tuk de Cerberus fora enviado às terras banhadas pelo mar Mediterrâneo, orientado por Teneo de Touro; Marcos de Cruzeiro do Sul enviado para as terras abaixo da linha do equador até o extremo sul, sob a supervisão de Anryu de Cancer e Régia de Peixes; Sula de Camaleão seguiu para a parte média das terras banhadas pelo oceano Pacífico, sob o olhar de Aaron de Leão; Jeane de Lebre seguiu para a península do Atlântico Norte, orientada por Sallas de Capicórnio; Arthur de Escultor para a grande ilha do extremo norte do oceano Atlântico, com Joei de Escorpião acompanhando; Nicole de Bússola partiu para as ilhas da porção média do oceano Índico, apoiado pelo seu mestre Ian de Libra; Leonel de Tucano, Tina de Sextante e Metis de Serpente ao grande continente ao centro da terra separando o Atlântico do Índico, sob as asas de Donni de Sagitário e experiência de Melias de Altar; Adam de Sagitta e Nora de Hydrus foram para as grandes terras ao norte banhadas pelo oceanos Atlântico e Pacífico, prologando terras até a zona do ártico, acompanhados de perto por Ariadne de Aquario e Lúbian de Pavão; e por fim os cavaleiros de prata Sobis de Triângulo e Karl de Lyra seguiram para as terras geladas a leste do Índico, no oceano Ártico, orientados por Celes de Virgem.

Faziam sete dias da  partida dos cavaleiros e amazonas, e dias depois da visita da esfinge a ilha da rainha da morte, Ozir é informado do retorno dos primeiros mensageiros. Jeane de Lebre e de Arthur de Escultor estavam entre ele.

Arthur estava extenuado pela intensidade dos confrontos, o que preocupou o Grande Mestre Ozir de Gêmeos. A participação de Sallas no combate na ilha mais ao norte do Atlântico trouxe a certeza de que o novo adversário estava organizado e poderoso, agravando as descobertas da luta travada contra o pavão negro por Sig de Gêmeos na vila de Gales.

Jeane tinha sua armadura cheia de avarias, e chegou com o braço direito deslocado.  Ela foi enviada de volta por Sallas, que assumiu o confronto. Após tratamento de saúde, a amazona se apresenta ao Grande Mestre para apresentação de relatório, assim como Arthur.  Na sala já estavam Leonel de Tucana e Karl de Lyra.

Jeane é indicada a começar a narrativa pelo Grande Mestre, apresentando o ambiente do conflito e detalhando as características do adversário.

— Os guerreiros trajavam armaduras como as nossas, mas negras. Narra a amazona, que olha para Leonel. — Um deles tinha uma armadura igual a sua, Tucano.

Ela respira, pois o ardor das lutas, e o terror do cosmo negro que quase sugou sua alma, ainda a assustava.

— Os cosmos negros sugavam nossas forças. Prossegue Jeane. — Pensei que morreria, mas subitamente minhas energias retornaram. Não acreditei que Atena pudesse ajudar de tão longe.

A amazona, sorri.

— Senti uma presença familiar. Jeane se acalma. — Algo bom que recuperou tudo o que eu  havia perdido. Parecia meu irmão ... Mas foi Atena.

O semblante da amazona muda.

— Mas aí veio aquela força ... Os olhos de Jeane sobressaem. — Pensei que morreria, mas chegou o Senhor Sallas com Lyra de Ophiucus  e me mandou de volta.

Karl pede a fala, e Ozir permite.

— Um detalhe além de tudo que ela disse, foi que estávamos sendo observados o tempo todo. Informa o cavaleiro de Lyra. — Alguém poderoso, que nos via por inteiro, como se estivesse lá assistindo.

Leonel se manifesta.

— E não se tratava de cavaleiros de ouro negros. Comenta. — Era maior, completo.

Ozir sabia do que se tratava, e os tranquiliza.

— Não se preocupem, pois agora estão em casa e protegidos. Comenta. — Esse observador oculto está sendo monitorado há meses. Aguardávamos ele dar passos dele, e parece que está acontecendo.

Ozir se levanta, toca carinhosamente o ombro de cada um, e em Jeane suavemente no rosto.

— Fizeram seu dever com louvor. Saúda Ozir. — Vão e descansem. Aguardem novas instruções.

Os cavaleiros e a amazona se vão, mas Ozir interpela Jeane.

— Jeane de Lebre. Chama.

— Sim, Senhor. Atende Jeane.

— Procure Roshi no vilarejo. Ordena Ozir. — Leve sua armadura que ele a consertará.

Com a saída dos jovens, chega o mensageiro. Ozir lê a mensagem e ordena que ele chame Sallas de Capricórnio.

Uma hora depois o cavaleiro se apresenta.

— Conte-me sobre o confronto, Sallas. Ordena.

— As forças estão organizadas, e com grande poder. Inicia Sallas. — A amazona de Touro Negro é forte. Seu cosmo negro debilita o adversário. Para as patentes menores pode significar a morte certa.

— Entendo. Analisa Ozir. — E quanto ao observador?

— Presente e com vigilância intensa. Afirma Sallas. — Não interfere, mas a natureza do cosmo se assemelha ao poder obscuro que reduz o cosmo do adversário. Talvez seja sua fonte original, ou repositório.

— Algum detalhe em especial? Investiga Ozir.

— Sim. Responde o cavaleiro dourado. — Nosso observador toca uma melodia. Soube de soldado de Hades que encanta seus fantoches com música. Considerando que Sorrento de Sirene foi derrotado, arrisco dizer que se tratar dele.

— Certamente, Sallas. Confirma Ozir. —Como eu suspeitava. Já ouvi essa canção. Parece que já sabemos a identidade de nosso observador.

Ozir para por um instante pensativo.

— Retiraremos as tropas. Conclui Ozir. — Descanse. Daqui a uma hora siga com Ariadne, Aaron, Anryu, Ankaa, Lubian, Talia e Melias para a todos os locais com cavaleiros e amazonas, e os traga de volta. Os lemurianos transportarão a todos em segurança. Leo conhece todos os destinos.

— Sim, Senhor. Responde Sallas.

Sallas sai, e Sig surge.

— Muito a se fazer, meu irmão? Quebra o silêncio Sig.

— Muito! Responde Ozir. — Posso contar contigo?

— Sempre. Responde o aurum. — Todos os guardiões estão a postos, desde o primeiro momento. Tudo correrá bem no retorno das tropas. Está garantido.


O OBSERVADOR MISTERIOSO VAI SE REVELANDO, E SEU PLANO SENDO DESVENDADO.

sábado, 2 de setembro de 2017

Capítulo 023 – Duelo a três


Arno e Sebastian se transportam para a parte externa do monte Alcasus. Lá estava Abdon vestido com sua armadura negra.

— Ainda por aqui, meu amigo. Admira-se Arno. — Pensei que já havia partido para Gales.

Por detrás do câncer negro surgem cinco cavaleiros com vestes mais simples.

— Muito bem, cavaleiros e amazonas negros. Comenta Arno. — Vamos mostrar a pessoas nosso poder. A Terra é nosso território.

Sebastian olha para os seis guerreiros, e recebe de Arno sinal de positivo.

— Fornax, Cassiopéia, Columba, Scutum e Monocerus. Lista o lemuriano. — Um bom time. Creio que já tem suas ordens, Abdon de Cancer Negro.

— Já conheço minha missão, mas a quem devo chamar, “Senhor professor de latim”?  Sarcasticamente pergunta Abdon, para o sorriso de Sebastian.

— Sou um cavaleiro como você, mas num nível um pouco acima, eu garanto. Devolve o sarcasmo Sebastian. — Sou Sebastian, seu oficial de ordens, e por enquanto é só.

O cavaleiro negro recém chegado acende seu cosmo, e aos cinco cavaleiros negros de bronze causa temor.

— Agora me compreendeu? Zomba Sebastian.

— Não me impressiona seu grande cosmo cinza. Retruca Abdon. — A morte me acompanha e me salva, e seria o máximo que poderia me proporcionar, entende? Mas deixa pra lá. Tenho negócios a tratar, vou indo.

Antes de sumir ilha afora Abdon olha para Arno.

— Devia escolher melhor seus oficiais, Arno, meu amigo. Aconselha o câncer negro.

— Certamente, Abdon. Pondera Arno. — Estou fazendo as melhores escolhas. Veja que você está na liderança dos soldados a campo.

Abdon toca a sua armadura.

— Obrigado Arno, meu amigo e mentor. Comenta Abdon. — Será tudo conforme orientado.

Os seis cosmos negros se inflamam, e sob a luz da lua nova que se firmava imponente cobrindo a penumbra rubra da tarde, eles desaparecem.

No Santuário Atena, Ozir e Sig sentiram uma estranha energia obscura se espalhar. De forma mais simples Lyra, Teon, Sarah e Luge também sentiram algo.

A energia era intensa, e uma confirmação a Sig. Há tempos a forte cosmoenergia obscura de um guerreiro ao nível dos cavaleiros de ouro fora percebida, e Sig sabia que Ozir em breve agiria.

O repentino aumento da intensidade da energia obscura indicava que a presença finalmente se revelara. Com a recente descoberta dos cavaleiros negros, a identidade do cosmo já era conhecida, bem como o seu próximo destino.

Sig passa por seus colegas guardiões, mas é contido por Teon.

— Sig, você é um guardião. Lembre-se de sua missão principal. AlertaTeon.

— Pode deixar Teon. Responde Sig. — E você sabe que não está sozinho nessa missão.

— Eu sei. Sorri Teon.

No monte Alcasus, com o dissipar das auras de Abdon e seu grupo, ficam Arno e Sebastian a contemplar o céu sob o calor daquela ilha infernal.

Com um movimentar de braço a segunda caixa de Pandora surge da lava borbulhante. As armaduras vestem os dois corpos, e eles partem por telepatia.

Uma grande onda de energia varre o Santuário. Todos os cavaleiros, amazonas, auruns e auras entram em alerta, e uma única pessoa é alvo das preocupações: Atena.

Na entrada do Santuário Leo sente a chegada de Ozir de Gêmeos.

— Proteja Atena! Ordena o Grande Mestre que se materializa na primeira casa. — É sua prioridade. Eu cuido daqui.

Leo segue para sua missão, enquanto Ozir faz uma grande movimentação com seu cosmo. Somada a Parede de Cristal, deixada por Leo quando sentira a onda de cosmo negro, os cavaleiros criam uma barreira intransponível que obriga Arno e Sebastiam a revelar suas identidades diante da primeira casa.  Ozir trajava sua sagrada armadura de Gêmeos.

Uma presença familiar deixava Ozir muito confortável, como se protegido, e diante do inimigo esse conforto seria útil.

Com um brilho acinzentado escuro reluzia pessoa de porte esguio e cabelos castanho-claros, trajando uma versão negra da sagrada armadura de gêmeos.

— Grande Mestre Ozir de Gêmeos. Saúda o visitante. — Barreira digna de alguém de seu posto. Deixa eu ver ...

Sebastian passa por Ozir e toca a barreira e concentra seu cosmo, mas não a destrói.

— A famosa barreira do cavaleiro de Aries. Conclui. — Uma boa ajuda, hein Gêmeos.

Arno surge, e Ozir o saúda.

— Até que enfim, cavaleiro negro! Ironiza Ozir. — Nosso Santuário é realmente grande.

— Cheguei cavaleiro! Retribui Arno. — Bela barreira. Completa se me permite o acréscimo. Digna do Santuário de Atena.

Os cavaleiros e amazonas de ouro estavam agitados e tentavam chegar sair da entrada do templo de Atena para ajudar Ozir, mas são impedidos pela parede de cristal. Revoltados eles procuram Leo pedindo a retirada da mesma e liberação da passagem.

— Não posso. Responde Leo. — São ordens do Grande Mestre. Ele não quer interferência.

— Mas há dois inimigos com poderosa cosmoenergia. Um de nós precisa passar. Régia estava nervosa.

Surge Melias e Ankaa.

— Conheço aquelas cosmoenergias. O Grande Mestre precisará de ajuda. Pondera Melias.

Teon de Serpentário chega a passos leves até o grupo de cavaleiros e amazonas.

— Ele terá ajuda na hora que julgar necessário. Acalmem-se. Corrige a todos Teon. — O importante é que Atena está protegida por tantos guerreiros. Acalmem-se companheiros. A ajuda de Ozir de Gêmeos já está no campo de batalha.

Atena estava quieta em sua sala, acompanhando a reação de todos a sua porta, mas estava atenta a batalha que se iniciaria em breve na entrada de seu Santuário.

Sebastian acende seu cosmo negro, e o concentra numa esfera lançada contra Ozir. A massa explode sobre o cavaleiro, dissipando-se em sua veste dourada.

— Interessante. Admira-se Arno. — Então esse é o poder da obra prima dos mestres de Lemúria. Muito bom, mas acredito que fiz algo melhor.

Ozir sente suas energias sendo drenadas, e sua armadura começa a perder o brilho.

O cavaleiro de gêmeos com o cosmo inflamado abre uma fenda no espaço-tempo, e arremessa o espaço distorcido contra o cavaleiro negro. O espaço dimensional passa por Sebastian, fechando-se atrás dele.

 — Conheço o espaço dimensional, meu amigo. Retruca Sebastian. — Não funciona comigo.

O cavaleiro negro reúne suas energias movimentando seus braços. Ozir conhecia aqueles movimentos, e aceitaria o desafio.

Com movimentos iguais os cavaleiros de gêmeos lançam suas técnicas.

— Abismo Negro! Anuncia Sebastian.

— Explosão Galáctica! Lança Ozir sua técnica.

As energias se chocam, mas logo a luz da explosão de Ozir é absorvida pela onda negra. O cosmo negro prossegue, e o guerreiro de Atena sem energia cai.

O impacto da energia negra seria fatal ao Grande Mestre, que tinha sua armadura já opaca visto a poderosa habilidade dos cavaleiros negros em absorver energia.

A energia negra se dissipa e lá estava Ozir caído, com sua armadura montada ao seu lado totalmente sem brilho, e uma réplica da armadura de Atena em cristal que absorvera o impacto.

A armadura de cristal reluzia como diamante, e aos poucos Ozir se levantou, recebendo sua armadura totalmente recuperada de sua vida e brilho.

Ozir não entendia o que acontecera, mas sabia que era fruto da energia confortável que percebera momentos atrás. Aquela sensação agradável apareceria plenamente a ele, com forma definida.

Sig surge ao lado de Ozir para sua grande surpresa. Ozir, recuperado, se posiciona para a luta ao lado do que parecia ser seu irmão desaparecido.

O cavaleiro de gêmeos movimenta vigorosamente seus braços, e lança uma grande esfera de energia contra Sebastian. O cavaleiro negro abre uma fenda dimensional e sorri.

— Buraco Negro! Zomba Sebastian.

— Explosão Galáctica! Determinado anuncia Ozir.

A intensidade da técnica do cavaleiro de Atena sela a abertura dimensional, e atinge em cheio a Sebastian. O cavaleiro negro é arremessado a metros de distância. A armadura negra que absorvera o impacto se racha, e Sebastian levanta-se ainda tonto.

— Muito bom, Ozir de Gêmeos. Reconhece Sebastian. — Graças a habilidade de absorção de minha armadura fui salvo de sua Explosão Galáctica. Digno da famosa técnica do cavaleiro de Atena.

Arno que estava quieto observando se manifestou.

— Que interessante essa situação! Comenta. — Os três gêmeos num duelo empolgante. Não é isso, Sig de Gêmeos? A estrela guia brilhante do Grande Mestre Ozir de Gêmeos.

Sig recolhe sua Cristalus, e responde a Arno.

— Parece que está bem informado, Arno de Tessalian.

— É hora de irmos, Sebastian de Gêmeos Negro. Anuncia Arno. — Estamos em desvantagem aqui. Retornaremos em melhor momento. É hora de recuar.

Assim como chegaram, envoltos em névoa repentinamente criada, Arno e Sebastian desaparecem.

A névoa se dissipa, e Ozir se vê só com seu irmão Sig. Ozir se despe da armadura e acolhe o irmão com um grande abraço.

Os gêmeos tinham muito a conversar, mas Sig precisava retornar. O Aurum deveria utilizar a técnica da memória em Ozir, mas decide não fazê-lo.

— És o Grande Mestre, e creio que possa saber desse guardião. Comenta Sig. — Depois me entendo com Teon.

Sig conta alguns detalhes sobre a Ordem de Serpentário, e Ozir pode enfim acalmar seu coração. De seu templo Atena aprova a atitude de Sig, e inclui Ozir no conhecimento da ordem secreta de seu exército.

Leo sente o fim da batalha e retira sua barreira de proteção ao Santuário. Todos mais calmos retornam a seus postos, com exceção do cavaleiro de Aries que percebe a presença de outro cosmo não hostil na primeira casa, e permanece na casa de escorpião por um tempo.


OS TRÊS CAVALEIROS DE GÊMEOS MARCAM O INÍCIO DE UM NOVO CONFLITO CONTRA ATENA PELA TERRA, E DESSA LUTA VEM O REENCONTRO MARCADO NAS ESTRELAS.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Prelúdio - Memória da primeira Guerra Santa em sítio próprio


Após análise, entendeu-se que a estória "Prelúdio - Memória da primeira Guerra Santa" deveria seguir como estória solo.

Assim a estória encontra-se em sitio próprio.

Leia os dois últimos capítulos postados aqui, e continue acompanhando nossa estória por seu espaço próprio.

Phoenix no Ankaa
Administrador da Rede PNA MF