domingo, 12 de janeiro de 2020

Capítulo 028 - O segredo da Onix Negra


No salão do Grande Mestre, estavam Celes de Virgem, Karl de Lyra,  Tobias de Unicórnio e Cindy de Raposa  e o jovem Marcus.

Junto a eles havia a urna da armadura negra de Lyra, envolta por uma barreira de cosmo produzida por Celes. Dione, a amazona que a trajava, estava na prisão após cuidados de saúde.

Todos aguardavam a chegada de mais uma pessoa, um mestre no assunto: o Mestre Alquimista Teon de Serpentário.

Anunciado, Teon adentra o salão e logo percebe a razão de seu chamado, a sombria caixa ao centro do local.

Ele saúda o Grande Mestre e aos cavaleiros e amazonas presentes.

— Creio já ter percebido o motivo de tua convocação, Teon. Começa Ozir.

— Sim. Responde Teon.  —  Mais uma obra do Alquimistas Negros.

— O que sabe sobre isso, Teon? Indaga Ozir.

— Os dois Mestres Alquimistas que há tempos abandonaram Lemúria devem estar por trás desses trajes, e do exército de cavaleiros e amazonas negros.  Analisa Teon

O Grande Mestre sinaliza positivamente, concordando com o cavaleiro alquimista.

— Fui informado da busca de Lemúria por esses Mestres Alquimistas. Informa Ozir. — Nossas buscas não surtiram efeito. Eis que se revelam nossos procurados. Precisamos informar o Gran-Mestre de Lemúria.

— Já o fiz. Comenta Teon. — Desculpe a ousadia, mas essa informação é prioridade máxima a segurança de Lemúria.

— Fizeste bem. Aprova Ozir. — Esse novo inimigo tem sido difícil de confrontar. A habilidade de absorver cosmoenergia nos deixa vulneráveis. Se não fossem as medidas de ondem de Atena já teríamos baixas em massa.

O Grande Mestre olha para Marcus, relembrando-o da manifestação do cosmo negro durante a prova pela armadura de Órion.

Triste e resignado por seus atos, que lhe custaram a entrada para o exército de Atena, Marcus abaixa a cabeça, quando Teon o anima batendo em seu ombro.

— Não abaixe a cabeça, rapaz. Se teu coração deseja servir Atena sempre haverá espaço para você entre nós.

Teon mostra os cinco guerreiros a serviço de Atena ali presentes.

— Treine, e deixe que o amor de Atena te alcance e conduza. Encoraja Teon a Marcus — Tua dedicação será recompensada a altura de seu esforço. Todos deram o melhor de si para estarem aqui, e o fazem todos os dias para assim continuarem.

 Ozir olha dentro dos olhos de Marcus, e sinaliza positivamente em sinal de acolhida.

Karl, apesar de reservado, Tobias, Cindy e Celes sorriem para o aspirante a cavaleiro, mostrando a unidade dos soldados de Atena, acolhendo-o.

Celes sai de seu lugar e conduz Marcus até a saída, quando é interrompido pelas palavras de Ozir.

— Dedique-se rapaz. Sua recompensa não tardará, e será proporcional ao seu cosmo. Lembre-se que ainda há muitas armaduras sem guerreiro.

Marcus sorri, sentindo a vibração do cosmo de todos, apesar de sentir também o cosmo negro da urna ao centro da sala. Celes percebe essa dupla afinidade, mas guarda para si a sensação. Marcus sai com a determinação de se dedicar aos treinos, apesar do efeito sedutor da energia negra.

O Grande Mestre pede a Celes, que retornava, para abrir a urna. Aberto artefato negro libera uma grande rajada de cosmo negro que se espalha pelo local.  As paredes do salão contém a energia, que é reunida e contida por Teon. Os cavaleiros e amazonas de prata e bronze haviam sido protegidos por Ozir e Celes.

Apesar da proteção, a onda negra afetara Karl que cai de joelhos. Ele estava debilitado pela recente árdua batalha contra a Lyra Negra.

O Grande Mestre caminha até Karl, o ajuda a levantar.

— Vão descansar Karl, Tobias e Cindy. Orienta Ozir. — Amanhã pela manhã levem suas armaduras para Leo de Áries, e procurem por Lyra de Ophiucus para um tratamento especial. Precisamos de sua recuperação total para a partida que estava programada. O trabalho de equipe e determinação apresentados hoje serão essenciais contra o exército negro. Agora vão.

Todos sinalizam positivamente ao Grande Mestre, o saúdam e saem. Com as portas fechadas Ozir se volta para Teon e sua análise do objeto negro.

Teon que contivera a energia negra da armadura já encontrara a essência do mal que absorvia os cosmos dos oponentes do traje negro.

O Mestre Alquimista retira do peitoral da armadura negra um pequeno cristal negro, e o envolve com uma esfera de cosmo.  A armadura deixa de emanar energia negra, perdendo seu brilho.

Atentos a tudo que Teon fazia, Ozir e Celes se surpreendem por não terem detectado a pedra, ainda que minúscula.

— Õnix. Revela Celes. — A pedra consagrada a Persefone.

— Sim. Confirma Teon. — A ônix negra. A pedra tem o poder de absorver energia positiva, e potencializar energias negativas. Esse presente de Hades deve estar sendo manipulado pelos lemurianos desertores há algum tempo.

O Grande Mestre fica por instantes pensativo.

— Como podemos destruir tal artefato? Indaga.

Teon retira do peitoral o cristal branco a ele confiado, e os aproxima. A pedra negra vai sendo purificada, transmutando-se a uma pedra azulada.

— O cristal branco é pedra prefeita, atingida pela união dos cristais azul e amarelo. Explica Teon. — Assim como o sétimo sentido sua essência é atingida mais nunca permanece. Caberá aos guardiões atingir essa essência para auxiliar seu protegido na purificação do mal. Mas não será fácil para a maioria deles. Apena os que atingirem o mais alto nível.

— Como Sig, meu Aurum. Comenta Ozir.

— Exatamente. Responde Teon.

O Mestre Alquimista para por um instante e reflete.

— Mas não é só isso. Recomeça Teon. — Ainda há outra ônix. Junto da Amazona de Lyra, ou dentro dela.

Ozir se assusta com a afirmação.

— Na amazona? Então Marcus também possui?

— Ainda não. Responde Teon. — Ele ainda não se entregou ao poder do mal. A pedra é transmutada pelos sentimentos negativos das pessoas. Marcus tem o brilho de uma constelação a lhe proteger, por isso ainda não desenvolveu esse mal, mas ele sente atração pela ônix negra. Senti seu olhar de cobiça antes de sua saída do salão. Recomendo que ele seja monitorado para que não o percamos para o inimigo. Ele é escolhido do exército de Atena, mas ainda não desenvolveu seu cosmo ao nível necessário para se identificar.

— Ele conseguirá! Afirma Celes. — Garantirei seu despertar.

— Certo Celes! Aprova o Grande Mestre.  — Peço que suavize a influência do cosmo negro, e o monitore. Designarei Joei de Escorpião para seu treinamento. Preciso de sua harmonia para os assuntos da ônix negra.

Ozir olha para a armadura opaca, e para a ônix azul nas mãos de Teon.

— Creio que haja outra forma de purificar a pedra negra, estou certo Teon?

— Certamente, Senhor Ozir. Responde. — O sétimo sentido pode equivaler a transmutação com o cristal branco. Mas precisa ser direcionado ao centro do cristal, como um tiro. Se errado a liberação de energia negra pode ser desastrosa.

— Precisamos purificar o coração da amazona negra de Lyra. Encaminha Ozir. — Ela se encontra na prisão rochosa.

Teon sinaliza negativamente.

— Ela não se encontra lá. Afirma. — Conseguiu fugir após forte interferência externa. Há soldados feridos. Irei atrás da amazona.

Teon saúda o Grande Mestre, e despede-se de Celes dirigindo-se a saída, quando chega uma soldada ferida. O brilho da armadura de Teon recupera as energias da jovem que sorri, e saúda o cavaleiro dourado. Teon sorri.

— Ela fugiu, Senhor. Inicia a soldada. — A amazona negra. Alguém surgiu e tudo em volta destruiu. Vestia uma armadura parecida com a Senhora Niara de Grus.

O Grande Mestre, atencioso a mensageira assustada, levanta-se de sua cadeira e toca seu ombro, reencaixando-o no lugar. Não houve dor, pois Teon lhe restaurara o vigor físico e cosmoenergia na passagem pela porta.

— Obrigado! Agora vá e procure cuidar de sua saúde. Tomaremos as providências necessárias.

A soldada sai feliz por ter cumprido sua missão.

ARREDORES DA PRISÃO ROCHOSA

Elisa de Lacerta e sua equipe acompanhava ação de resgate de Dione de Lyra, e de longe seguia o grupo desde a prisão rochosa.

O grupo de resgate para nas ruinas de Erecton, o antigo templo dos deuses do campo. Com essa parada estratégica dos inimigos, Elisa envia Nicole de Bússola com o aviso ao Grande Mestre.
Passados dez minutos na entrada dos doze templos do Santuário estava Teon de Serpentário, a que, Nicole reporta a mensagem.

— Senhor Teon, eles estão nas ruinas de Erecton, o antigo templo dos deuses do campo. Informa a exauta Nicole.

A amazona sente suas energias retornarem subitamente, seguida de um cálido sorriso de Teon.

— Obrigado, Nicole de Bússola. Acolhe Teon. — Descanse. Todos deverão retornar, pois a força de elite está a caminho. Seu grupo tem uma missão externa se não me engano.

— Sim. Mas vimos a ação do inimigo, e como já havia sido feito a Senhora Elisa decidiu apenas acompanhar.

— Fizeram bem. Responde Teon. — Trarei seus companheiros de volta.

Utilizando sua capacidade extrassensorial ele comunica o fato ao Grande Mestre.

— Senhor Ozir. Os inimigos estão nas ruínas de Erecton. Recolherei a equipe da amazona de Lacerta e enviarei Niara de Grus para equilibrar o confronto. Irei orientá-la.

Ozir, que aprendera de seu pai a mesma técnica inata dos lemurianos retorna a Teon.

— Prossiga Teon! Assuma.

—  Certamente. Responde.

Teon se teletransporta a entrada do campo de treinamento das amazonas e convoca Niara de Grus para a missão.

Poucos minutos depois se apresenta a amazona trajando sua sagrada armadura.

— Obrigado pela agilidade. Saúda Teon. — O cavaleiro negro de Grus surgiu e resgatou a amazona negra de Lyra da prisão rochosa. Para o equilíbrio do confronto você foi designada para a luta.

— Sim. Responde a amazona atenta. — Estava atenta a situação aguardando convocação.

— Ouça. Teon chama a atenção da amazona. — Precisará atingir o sétimo sentido para não sofrer com a técnica de absorção de energia. Se alcançar esse nível vencerá seu adversário neutralizando o mal que ele traz consigo. Há uma pedra negra em sua armadura, e precisará neutraliza-la com golpe único ao nível do sétimo sentido.

Teon teletransporta Niara para o escoderijo de Elisa e Lacerta e Leonel de Tucana.

PROXIMIDADES DO TEMPLO DE ERECTON

A chegada de um grande cosmo é sentida por Elisa e Leonel, com a sensação de terem sido descobertos.

Teon se apresenta com Niara de Grus, e o brilho da armaduras de Atena tranquiliza a todos.

— Assumimos daqui, Elisa de Lacerta.  Afirma Teon.

O dourado cobre a todos com seu cosmo, e teletransporta Elisa e Leonel ao mesmo local onde se encontrava a ansiosa Nicole.  Ao mesmo tempo Teon contata Anryu de Cancer,  contraparte do novo adversário negro que se faz presente no templo de Erecton.

Com a chegada de Anryu, Teon se retira, deixando dois guerreiros de elite para um confronto importante para a guerra em curso.


O SEGREDO DO EXÉRCITO DOS CAVALEIROS E AMAZONAS NEGROS É REVELADO. SERÁ ESSA INFORMAÇÃO O SUFICIENTE PARA A VITÓRIA DE ATENA.

sábado, 16 de novembro de 2019

Capítulo 027 - O som e o silêncio


O campo de treinamento das amazonas começava a ser construído sob o comando de Lily de Aquila.

Max de Órion, recém-consagrado cavaleiro de prata, começava a desempenhar funções no exército de Atena, junto aos colegas de bronze.

Rívia após a ressonância com a armadura de Áries enfim despertou sua constelação protetora, Corona Borealis, bem como a sua irmã Maria, protegida pelas estrelas de Corona Australis.

Os dias se passam e as novidades nos treinamentos dos cavaleiros, amazonas, aurums e auras não cessavam, para a alegria de Atena.

Os cavaleiros negros continuavam a sua movimentação pelo mundo, e preocupado com essas ações o Grande Mestre Ozir decide enviar cavaleiros e amazonas para esses locais a fim de proteger as pessoas.

De forma semelhante ao feito há meses atrás durante a fase de reconhecimento, grupos de guerreiros liderados pela patente de prata seguiam as partes da terra onde haviam se registrado ataque recentes dos cavaleiros negros. Esses novos grupos eram liderados por cavaleiros e amazonas mais experientes, com supervisão de cavaleiros e amazonas de ouro.

Observando o céu, e as relações entre guerreiros já estabelecidas, Ozir de Gêmeos associa cavaleiros e amazonas das patentes de prata e bronze aos doze cavaleiros de ouro na proporção de dois guerreiros de prata e quatro guerreiros de bronze a cada cavaleiro dourado.

A relação gerada por Ozir contemplava todas as oitenta e oito constelações, apesar de haver apenas quarenta e seis cavaleiros em atividade ou na iminência de estarem.

Segundo organizado por Ozir, dentre os cavaleiros e amazonas em atividade estavam Corona Borealis, Corona Australis e Pegasus junto a Leo de Aries; Hércules e Cerberus com Teneo de Touro; Lince, Lacerta e Cefeu com ele próprio; Grus e Crux com Aryu de Cancer; Camaleão e Orion com Aaron de Leão; Triangulo e Lyra com Celes de Virgem; Bússola, Monocerus e Altar com Ian de Libra; Escultor com Joei de Escorpião; Sextante, Serpens e Tucana com Donni de Sagitário; Lebre e Raposa com Sallas de Capricórnio; Cisne, Hidrus, Pavão e Sagitta com Ariadne de Aquário; Pisces Austrinus e Volans com Régia de Peixes.

Algumas constelações, pela relação direta de seus guerreiros com Atena atuavam de forma independente, apesar de figurarem na organização de Ozir associados a constelações da elíptica solar. Eram elas Dragão,  Aquila, Ophyucus, Pavão e Phoenix.

Dentre os lideres das tropas haviam prodígios como Elisa de Lacerta, Max de Órion e Adonis de Altar, recém-consagrados, mas com nível de habilidades equivalentes a Lubian de Pavão, Maia de Cepheu e Silas de Hércules. Outros cavaleiros de bronze de altíssimo nível também lideravam tropas como Ankaa de Phoenix, Talia de Dragão. Completando a lista de lideres de tropas havia Tuk de Cerberus, Adam de Sagitta, Sobis de Triângulo e Karl de Lyra.

As tropas partiam uma após a outra para destinos diversos, mas apesar da medida o Grande Mestre Ozir estava preocupado. O exército inimigo se fortalecia, e desta vez um soldado de alto nível possivelmente estava entre eles, Marcus.

O cosmo negro despertado durante a luta pela armadura de Órion, contra Max não fora coincidência, nem passou despercebido por Ozir e Aaron. Eles sabiam que a justiça da armadura de Órion prevaleceria.

Ozir sabia que alguém estava fazendo algo para reverter o caminho previsto para Marcus, e contava com isso.

VILA DO SANTUÁRIO

Dias depois da perda da armadura de Órion, Marcus ainda estava no Santuário. Apesar da abordagem dos cosmos negros, Marcus ainda não se decidira.

Ele caminhava pela vila do Santuário, bem mais calmo. As pessoas lembravam dele e do incidente estranho que o envolveu. Ele pensara em visitar a casa de Rívia e suas irmãs, mas ela estava visivelmente vazia com a porta entreaberta. Ainda que vazia algo na casa o atraia: Uma melodia triste que ecoava em sua mente.

Marcus entra e no centro do lugar estava uma mulher de longos cabelos tão negros quanto sua armadura. Ela estava de costas, e na medida que ela virava para Marcus podia-se ver sua lira, que tocava magistralmente. Sua pele alva contrastava com os tons negros de sua armadura, e com as notas obscuras tocadas pelo passar dos longos dedos da amazona negra na lira. Sua canção triste agora passava a ser agradável aos ouvidos de Marcus.

As notas da lira inundavam a percepção e a razão de Marcus, trazendo a tona as ações agressivas e possessivas tomadas outrora pelo jovem. As sensações que antes lhe davam prazer agora lhe causavam dor, fazendo Marcus gritar. A amazona negra sorri.

Marcus estava inebriado e começava a gostar da dor, quando outra canção interfere, e suaviza o som ambiente.

O jovem cujo coração estava em disputa volta a sentir dor no sentido real, e acaba desolado como se tivesse sido esvaziado.

A nova melodia adentra a casa, e se via Karl de Lyra que chegava para contrapor a desconhecida amazona negra de Lyra.

O grupo de Karl partiria minutos atrás em barco para as mesmas terras onde Sallas de Capricórnio enfrentara o Touro Negro, mas ao perceber o cosmo hostil e a melodia da lira negra teve sua partida adiada. Sula de Camaleão retira Marcus do local, e deixa o experiente cavaleiro de Atena no combate.

A presença de cavaleiros e amazonas nas proximidades da mesma casa onde ocorrera um princípio de confronto dias atrás, deixava a todos preocupados coma segurança da vila.

Tobias de Unicórnio tranquiliza a todos em volta, enquanto Cindy de Raposa corria o perímetro local para identificação de possíveis novos inimigos, bem como garantir a segurança do local.

No campo de treinamento dos guardiões, Nabili sentiu seu cristal brilhar, mas a aura em treinamento não havia brilhado seu cosmo.

Ela sentia que seu protegido em breve dedicaria sua vida em prol da Terra, e sentia-se impotente. Lyra toca seu ombro, e com um olhar pede que se acalme. A aura fecha os olhos e concentra-se em Karl.

Na casa da vila, local do confronto entre as liras, Karl sente que algo o olhava e estranhamente isso o deixava confortável. Ele sabia que isso poderia ser o diferencial no resultado da luta.

A amazona negra se incomoda e inicia sua canção buscando a fonte daquela energia externa, tão forte para tirar sua concentração e deixar Karl mais confiante.

Karl novamente se contrapõe a Lyra negra, e a melodia que tentava entrar no campo dos guardiões cessa.

Com vigor o cavaleiro de Atena tira de sua lira canções de notas baixas, mas com grande poder ofensivo. As notas visavam neutralizar as notas altas geradas pela lira negra.

— Notas baixas não podem contrapor o poderio de minha lira negra, cavaleiro de Atena. Afirma a amazona de Lyra Negra. — Eu, Dione de Lyra, irei te mostrar o verdadeiro poder da lira mitológica.

Dione intensifica as notas altas de sua lira, e uma onda negra varre todo o local, interferindo na mente de todos num raio de cinco quilômetros.

Tobias, Sula e Cindy sentem a força da melodia negras sugando suas energias, enquanto as pessoas curiosas que insistiam em ali próximo permanecerem caem imediatamente.

Karl sofre mas avança no toque de sua lira prateada. A armadura de Lyra começa a perder seu brilho, e as cordas do instrumento do cavaleiro começa a perder elasticidade.

NO CAMPO DOS GUARDIÕES

Nabili sente que seu protegido começa a perder cosmoenergia e se desconcentra. Ao abrir os olhos ela vê Lyra diante si com um firme olhar de confiança.

Em seu reduto oculto, Sarah pressentindo o pior pensa em se teleportar ao local, mas é contida por Luge que surge no momento exato.

— Aguarde Sarah! Diz Luge. — Muitas revelações estão por vir.

Sarah aguarda a reação de Sig, mas não recebe resposta. Ele decide confiar no instinto de Luge, e agir apenas no último segundo necessário.

No campo de treinamento Lyra segura as mão de Nabili com força.

— Você precisa se concentrar. Orienta Lyra. — Queime seu cosmo. Você consegue. Karl resistirá e você o ajudará. Tenho certeza disso.  Confio em você. Devolva o cosmo do cristal para o cavaleiro de Lyra.

Nabili sorri como que agradecendo pela confiança. Ela fecha os olhos e seu corpo começa a esquentar. Uma luz começa a emanar de seu corpo, e com seu cosmo em franco-expansão ela começa a cantarolar notas baixas.

NA VILA DO SANTUÁRIO

Na casa da vila do Santuário Karl vê sua lira perder todas as suas cordas, que opacas se rompem uma a uma. Sua armadura fica pesada, e com o forte dreno de energia vital pela lira negra, ele não resiste e cai de joelhos. Na parte externa da casa Tobias de Unicórnio e Sula de Camaleão já havia caído.

Dione de Lyra Negra tinha como certa sua vitória, quando uma cantiga singela de tons baixos chega, enche o local e se contrapõem a som de sua lira.

A amazona negra vê a energia vital de Karl retornar, e sua armadura opaca recuperar seu brilho prateado. A lira prateada continuava com suas cordas rompidas, mas a energia que conectava aquela cantiga, o cavaleiro de Atena e sua armadura era impressionante.

Karl se levanta, olha para sua lira e a não a empunha. Ele abre os braços e fecha os olhos. Todo o som do ambiente é recolhido, como se ambos os oponentes fossem isolados do resto do mundo.

O silêncio era inconveniente, e nem mesmo a própria voz Dione ouvia.

Karl recolhe seus braços, posiciona sua mão direita em forma de cuia diante sua boca e sopra, abrindo seus olhos.

A mente de Dione vem uma frase num tom ainda mais baixo do que até então foi insistentemente emitido por Karl: “Som da Natureza”.

A frase inicia um turbilhão de sons todos os timbres misturados como um som branco.

O complexo som varre a mente de Dione como se ensurdecesse seus pensamentos.

Dione fica surda, e seus ouvidos sangravam. Sua mente vazia trazia a tona sua real aparência: uma carcaça de pessoa que sem equilíbrio cai.

Todos no lado de fora da casa já estavam conscientes, pois uma cantiga doce e suave trouxe a todos de volta do abismo para onde pareciam ter sido jogadas suas memórias.

Diferente dos moradores da vila, que pareciam retornar de um pesadelo, Tobias, Sula e Cindy sabiam se tratar de algum feito de Atena, ou de algum de seus colegas cavaleiros ou amazonas. Karl já havia percebido essa presença desde o inicio de sua luta.

Em uma fração de segundos uma voz ecoa a mente de Karl, Tobias, Sula e Cindy.

— “Barreira Sagrada”

A voz suave retira da memória dos quatro guerreiros de Atena a sensação da cosmoenergia revigorante que os alcançou.

NO CAMPO DOS GUARDIÕES

Nabili já estava de volta de seu momento. Ela salvara a todos os guerreiros e pessoas utilizando o limite de proteção de um guardião a seu cavaleiro ou amazona.

O potencial de Nabili toca a percepção de Sig, Teon e Atena, em especial pelo antigo plano de Teon de formar um time de guardiões de elite, aptos a proteger guerreiros além de seu protegido, como podia fazer Sig e Lyra.

Os guardiões de elite já existiam, e Teon já tinha sentido suas presenças, sendo uma dela em especial. A manutenção desse segredo era feito em respeito a Lyra, pois temia-se que sua reação pudesse ser prejudicial a seu equilíbrio emocional como pessoa.

Nabili estava empolgada, e seu desempenho incentivara a todos. Annie, Zaque e Lúcio eram os mais animados.

A Ordem de Serpentário seguia sua rotina de grandes saltos de qualidade.

NA VILA DO SANTUÁRIO

Karl sai da casa com Dione nos braços, e é recebido com alegria por Tobias, Sula e Cindy. Reservado ele retorna a saudação com a cabeça.

Todos estavam bem, incluindo Marcus, que já não sabia o que pensar. Os moradores saem aos poucos e ficam apenas os cavaleiros e amazonas de Atena, Marcus e Dione. Karl na verdade estava preocupado com o objeto negro deixado na casa.

— Tobias, entre e pegue a caixa de Pandora. Ordena Karl. — Precisamos levar essa urna ao Grande Mestre.

Tobias segue a sua tarefa, e Karl direciona seu olhar a Marcus.

— Você não foi o oponente de Max? Indaga o prateado.

— Sim. Responde Marcus. — As coisas deram errado para mim. Tenho feito muitas coisas erradas desde que cheguei aqui. Estou profundamente arrependido e confuso.

— Então venha conosco. Convida Karl. — O Grande Mestre é um homem sábio. Saberá ouvir e te aconselhar bem. Venha!

Tobias sai da casa puxando a caixa preta com dificuldade, e em seguida cai, apoiando um joelho no chão.

— A caixa ... Balbucia o cavaleiro. — Ela drena as forças.

O silêncio paira no ar, mas dura apenas poucos segundos.

— Deixe a urna. Ordena Celes de Virgem, que surge. — Descansem e levem a amazona e Marcus ao Grande Mestre.

Cindy apoia Tobias e Karl prossegue com Dione, acompanhados de Marcus e Sula que leva a lira com suas cordas soltas.

Tudo enfim voltara ao normal, mas aquela casa nunca mais seria vista da mesma maneira.

Celes leva a armadura negra, desaparecendo da mesma forma que apareceu.

Horas depois são anunciados ao Grande Mestre Ozir, Karl, Tobias, Sula, Cindy e Marcus. Essa audiência traria muitas novas informações sobre a batalha em curso.


UMA BATALHA, UM PODEROSO DESPERTAR, E O COMEÇO DO CAMINHO PARA A REDENÇÃO. UM DIA PROVEITOSO PARA OS PLANOS DE DEFESA DO EXÉRCITO DE ATENA.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Capítulo 026 - Perdas e ganhos


Os dias passam e a movimentação das forças dos guerreiros negros é intensa. Diante da ameaça o Grande Mestre Ozir começa a pensar nas estratégias para conter as ações desse novo grupo de inimigos de Atena.

O Santuário já possuía bom contingente de soldados incluindo cavaleiros e amazonas e guardiões, e uma ação concreta seria possível.

Para a tristeza de Atena, grandes guerreiros se despediam de suas armaduras, mas em compensação grandes surpresas surgiam dia após dia. O exército da deusa ampliava e se renovava constantemente.

O treinamento para se ter a honra de vestir a sagrada armadura era duro, e muitos não sabiam sequer sua constelação guardiã. Nesse grupo estavam a jovem Rivia, e sua irmã menor Maria.

Era dia de folga nos treinamentos aos aspirantes, intensificado nas últimas semanas, e a vila anexa ao Santuário estava bastante movimentada. O local era habitado por famílias de aspirantes ao exército de Atena, e por pessoas humildes do grupo de devotos da deusa. Era a pós-colheita do trigo e aveia, e em toda a região se via grande multidão.

Dentre os aspirantes a cavaleiro havia Marcus, um jovem muito indisciplinado, que juntamente a Max fora chamado pela constelação de Órion.  Marcus era muito orgulhoso, e se considerava o novo guerreiro da constelação. Seu treinador, Aaron de Leão, estava para anunciar o fim do treinamento para a disputa pelo direito de uso da armadura.

Ele sempre observava as jovens dos arredores, mas sua má fama e pouca humildade afastavam todas as moças de seu trato.

Caminhando pela vila ele vê a menina Annie sair de sua casa, onde morava com suas irmãs Rívia e Maria, e que secretamente abrigava Sarah com razoável frequência.

Marcus conhecia a formosa Rívia, uma tímida jovem vinda de terras distantes a pouco mais de um ano. Ela era aspirante a amazona com tempo de treinamento. Conhecer seu rosto era o grande desejo do rapaz.

Com a saída de Annie, e de Maria horas atrás, aproveitando a grande movimentação, Marcus vê a oportunidade de tirar a limpo suas curiosidades e desejos para com Rívia.

Adentando a casa Marcus vê a jovem deitada em uma das três camas simples que ali estavam. A moça percebe a presença estranha, e levantando-se deixa cair o lençol exibindo seu belo corpo sob cortes menores de algodão cru.

Rivia se apavora, lembrando do terror vivido a quase um ano atrás. Ela recolhe o lençol, cobrindo-se novamente, e vê seu algoz se aproximar lentamente.

Já habilidosa no domínio de seu cosmo, ela reúne sua energia em forma de esfera luminosa e dispara contra o invasor.  A grande energia enche o ambiente, e arremessa Marcus porta afora.

Leo de Aries sente vibrar sua armadura, e segue para o local. Sarah também sente o temor de Rívia, e parte para o interior da casa. Ela encontra Rívia recolhida a parede, tremendo pelo choque de suas lembranças, e a conforta.

Ozir de Gêmeos sente o grande fluxo de cosmo, mas percebe a saída de Leo de Aries. Em seu templo ele confirma algo iminente: o nascimento do cavaleiro de Órion.

Leo adentra a casa após cumprimento a Sarah.

— Olá Sarah. Quanto tempo.

Sarah fica mais tranquila por ser Leo o novo visitante.

— O que o traz aqui, Leo de Áries? Indaga Sarah.

— Esta jovem me chamou. Responde Leo.

Rívia estava encantada com o brilho da armadura de Aries.

— Você é um cavaleiro de ouro? Rivia esquece seus medos diante do cosmo de Leo.

— Sim. Responde o lemuriano. — E Áries é seu signo guardião dentre os doze presentes no círculo do sol. Você me chamou.

Lá fora, Marcus, que havia desmaiado com o impacto, levanta com dificuldades, e inconformado com o ataque que recebera segue novamente para a casa.

Max se aproxima da casa parando na entrada.

— Deixa a moça! Firme ordena o aspirante a cavaleiro. — Ela já sofreu muito antes de vir para cá.

Da casa são ouvidos todos os diálogos, visto o grande silêncio que se fizera nos arredores, com a reunião dos curiosos observando aquilo tudo.

— Max. Identifica a jovem. — Ele não me fará mal.

Marcus não se intimida e continua seu caminho em direção a casa, quando Max movimenta os braços e traz ao solo uma descarga elétrica que faz tudo em volta tremer. A manifestação da natureza interrompe a caminhada de Marcus.

TEMPLO DO GRANDE MESTRE

Sig surge diante Ozir.

— Meu irmão! Cumprimenta Sig.

— Meu irmão! Há quanto tempo. Responde Ozir. — Esta sumido.

— Estou bastante ocupado com nossos novos inimigos. Responde Sig.

— Entendo. Eu também. Concorda Ozir.

Sentados na escadaria se entreolham, e o pensamento era ao mesmo.

 — Um grande dia teremos hoje. Inicia Sig.

— Certamente. Ozir concorda. — Apesar das coisas ruins teremos um novo guerreiro.

— Mas eu prevejo uma grande perda. Pondera Sig.  — Uma alma sairá corrompida desse conflito.

— Ela sempre esteve, meu irmão. Comenta Ozir. — Cabe a você mudar essa realidade.

— Estou ciente disso. Concorda Sig. — Teon já havia percebido essa dualidade em Órion. Não pareceu a ele nada bom.

— É uma pena. Ele tem potencial. Pesaroso comenta Ozir.

— Agora tenho que ir. Finaliza Sig. — Leo de Áries está na retaguarda.

— Se cuida irmão! Recomenda Ozir.

— Sou eu quem cuida de você, lembra? Brinca Sig.

— Atena cuida de todos nós. Conclui Ozir. — Nos falamos mais depois.

Ozir tinhas uma ponta de tristeza por serem sempre breves as conversas com seu irmão, mas em compensação esses raros os momentos eram felizes, contando os muitos anos passados antes do reencontro.

VILA DO SANTUÁRIO

Aaron vendo o início do confronto entre seus pupilos, previsto por Ozir. Do lado de fora da casa, ele recebe a mensagem de Leo, dentro da casa.

— Vou levar esse confronto a um lugar adequado. Prepare-se.

Aaron se aproxima dos dois, quebra a tensão no ar, e desaparece com ambos, reaparecendo no local das lutas.

Na casa Leo se despede de Rívia e Sarah.

— Prazer em conhecê-la menina. Despede-se carinhosamente Leo. — Quem é sua treinadora?

Nesse momento surge uma aura feminina para o sorriso de Rívia, pois trazia consigo Maria e Annie.

— Sou Eu. Lily de Aquila. Responde a amazona com um belo vestido azul. Percebi sua presença, e de alguém que vem sempre aqui. Sabia que Rívia estava bem, então fui atrás das gêmeas fujonas.

Leo olha para as irmãs.

— Estão em excelentes mãos. Comenta Leo. — Em quatro excelentes mãos. Preciso retornar ao meu posto.

O cavaleiro toca as mãos de Rívia, que tinha os olhos ainda brilhantes por conhecer um cavaleiro dourado.

— Conte sempre com o brilho da luz de Áries. Me chame e contigo estarei.

Ele sinaliza com a cabeça para Lily, repassando a mesma mensagem de responsabilidade.

Voltando-se para Sarah, Leo completa.

— Cuide-se menina! E cuide delas também.

Sarah sorri e sinaliza que sim, quando Leo desaparece do mesmo jeito que chegou.

Lily observara o carinho de Leo por Sarah, e confirmando a impressão que já tinha do cosmo ali sempre presente, tinha certeza de que Sarah ali estava por Atena.

CASA DE ÁRIES

Leo chega a casa de Aries, com uma boa sensação sobre as irmãs de Gales.

Ozir surge na casa de Aries.

— Grande Mestre! Saúda Leo.

— Leo. Responde Ozir. — Fez bem em teletransportar o confronto para o Coliseu.

— Certo. Comenta Leo. — O festival continua normalmente, e as meninas estão com Lily e uma Aura.

— Correto. Confirma Ozir. — Acompanharei tudo de perto. Bom Trabalho.

Leo sinaliza com a cabeça em agradecimento, enquanto Ozir parte.

NO COLISEU

Max e Marcus identificam o coliseu, e aguardam a orientação de Aaron de Leão para começar o combate. Teneo de Touro também estava lá.

Por se tratar de luta oficial pela armadura, o Grande Mestre é esperado. Ozir chega e se dirige aos oponentes.

— Max e Marcus! Inicia Ozir. — Esse confronto não está programado, mas devido as circunstâncias, e pelo nível de treinamento de ambos, a batalha pela armadura está oficializada.

Ozir se dirige a Marcus.

— O correto seria baní-lo do Santuário, mas esse confronto é melhor opção. Prossegue Ozir. — Uma alma maligna não pode trajar uma veste sagrada. Deixemos a armadura de Órion decidir o vencedor.

Ozir sinaliza a Teneo, no campo de batalha para iniciar e arbitrar a luta.

— Comecem! Ordena Teneo.

Marcus parte para a ofensiva, criando uma grande tensão elétrica entre o céu e a terra. A terra treme, e uma grande relampago desce encontrando as mãos do aspirante que a molda e direciona sem dó contra Max.

Max com o braço esquerdo estendido a frente, e o braço direito erguido, recebe a rajada de energia e a direciona de volta ao céu. Um grande trovão é sentido, e Max sente o golpe cambaleando na sequencia.

Marcos percebendo a fragilidade do oponente reúne os resquícios de energia elétrica recém-transportadas pelo ar, e a lança sobre Max. O ódio por Rívia por tê-lo repelido, e do próprio Max por tê-lo interrompido, dá a sua cosmoenergia tons negros.

A influência da porção negra no ataque de Marcus alerta Atena, e preocupa Aaron, contido por Ozir.

O ataque de energia atinge Max, que tinha dificuldade de se manter de pé. O aspirante a cavaleiro bloqueia.

A porção negra drena a energia corporal de Max, que quase esgotado queima seu cosmo criando uma poderosa descarga elétrica usa seu corpo inteiro para se conectar a terra.

Max totalmente energizado afasta a energia negra de seu peito, vertida por Marcus. Ele invoca novamente a carga elétrica sobre si, e utiliza o mesmo movimento com o qual se defendera do primeiro ataque para lançar a descarga que por ele passava. A energia lançada é dez vezes mais forte que a lançada por Marcus.

Na medida que a rajada de energia se aproximava, Marcus ficava ainda mais apavorado. Ozir continha Aaron, quando surge a armadura de Órion que absorve o impacto.

— A luta está encerrada! Anuncia Ozir.

Marcus foi salvo pela armadura de Órion, e estava feliz pois considerava que ser defendido pela sagrada armadura era um sinal positivo. Ele toca a armadura, que levemente o eletrocuta.

A armadura de Órion segue em direção a Max, e o veste. Marcus não crê no que via.

— Como!? Indaga Marcus. — A armadura havia me escolhido! Ela protegeu a mim, e não a ele.

Ozir desce e explica.

— A constelação testou vocês dois, e mesmo com o cosmo negro lançado por você, Marcus, ela não protegeu a Max, pois ele tinha capacidade para resistir.  A rajada de energia emitida por você era forte, mas ...

Ozir olha para Max.

— A rajada lançada por você, Max, foi dez vezes maior, equivalente em intensidade ao relâmpago de plasma de seu mestre.  Você resistiu a descarga elétrica com seu corpo inteiro, como se integrando a energia. A invocou novamente, magnificou a intensidade, a moldou e lançou contra seu oponente. Para esse feito você tocou o sétimo sentido, ato comum apenas entre a casta dourada.

O Grande Mestre reúne os dois ao centro.

— A armadura salvou sua vida, Marcus, arriscando sua própria, porque você é valioso. Explica Ozir. — Apenas um cavaleiro ou amazona de ouro resistiria aquele ataque.

Ozir posiciona-se o lado de Aaron, e dirigindo-se aos dois, prossegue.

— Marcus usou cosmo negro para inconscientemente aumentar sua força, e tornou-se indigno da armadura de Órion. Max resistindo utilizou a força da energia da natureza a seu favor, e tocou o sétimo sentido.

Ozir aponta para Max.

— Max venceu a luta, e foi considerado digno pela armadura de Órion. Seja bem-vindo ao exército de Atena, Max.

Ozir vira as costas e sai, deixando Aaron com as partes finais. Teneo se despede de todos e também segue de volta a sua casa.

Marcus, revoltado, sai do Coliseu resmungando. No caminho é acompanhado por Lyra de Ophiucus.

Ele sai do Santuário, e é abordado por dois cosmos negros. Ele segue os dois homens.

A ordem dos Guerreiros Negros parecia ter ganhado um forte aliado, e com pesar a previsão de Sig se confirmara.

Atena em seu templo tinha outra reflexão importante a fazer. O ataque a sua aspirante a amazona por sua beleza revelava as disparidades de caráter dentro do seu exército.

Com isso a deusa da Sabedoria e da Guerra Justa tomara uma difícil decisão. Assim como  a máscara protegia a amazona da desqualificação como guerreiras, uma nova medida precisava ser tomada para proteger as aspirantes dos perigos. A partir daquele dia, o campo de treinamento da amazonas seria independente, com permissão de acesso dada apenas a guerreiras.


A DURA BATALHA PELA ARMADURA DE ÓRION PASSA POR CONQUISTAS, PERDAS, E O DECRETO DE UMA NOVA DETERMINAÇÃO DE ATENA, MAS NÃO APENAS O EXÉRCITO DE ATENA SERIA BENEFICIADO.

sábado, 3 de março de 2018

Capítulo 025 – O retorno dos heróis


Como ordenado por Ozir, seguiram Sallas, Aaron, Anryu, Ariadne, Ankaa, Lubian, Talia e Melias em duplas para guiar o retorno dos cavaleiros e amazonas enviados em missão de reconhecimento aos territórios, então ameaçados pelo exército negro de Arno de Escultor Negro.

Junto aos cavaleiros e amazonas, outro grupo de guerreiros partia.  A elite dos guardiões estava presente e oculta na tropa de resgate, para a desconfiança dos lemurianos.

Sallas de Capricórnio e Talia de Dragão partiram para resgatar Nicole de Bússola nas ilhas da porção alta do oceano Índico. Na local não se via pessoas, e encontrar a amazona de bronze parecia impossível.

Talia usava sua capacidade extra-sensorial para detectar fracas manifestações de cosmoenergia em conexão com Sallas, conforme orientado pelo cavaleiro.

O dourado corria a extensão do terreno para localizar grutas como possível esconderijo. O grande campo aberto não parecia trazer muita esperança, quando Talia percebe algo nas proximidades das rondas do cavaleiro de Capricórnio.

— Sallas! Alerta telepaticamente Talia. — Próximo a você há uma centelha de cosmo.

Sallas para, e Talia surge ao seu lado. Ela anda uns cinquenta metros atrás e localiza uma pequena abertura na rocha da montanha que ali se desenhava. O espaço não parecia caber a entrada de sequer um animal pequeno. Sallas identifica uma entrada maior coberta com uma pedra um pouco mais a direita.

Ouvia-se barulho seguido de silêncio. Sallas se esfobrça para rolar a pedra, quando Talia num toque explode sua extremidade, permitindo a passagem.

O cavaleiro dourado sorri, e faz gesto cedendo a frente a amazona de bronze. Ela tinha pressa em encontrar Nicole, a quem tinha afeição e contribuíra no treinamento..

NAS TERRAS DO OCEANO PACÍFICO

Aaron e Ankaa, que seguiram para a parte média das terras banhadas pelo oceano pacífico, haviam encontrado logo na chegada uma horda de soldados com vestes negras. Ankaa, facilmente já havia se livrado de todos os soldados, e o cavaleiro de Leão adentrara ao território em direção ao ponto de fuga definido com a amazona e Camaleão.

Conectado com Talia e os demais lemurianos em missão, Ankaa sabia que a condição de Nicole de Bússola não era boa. O cavaleiro estava preocupado, mas precisou deixar de lado esse sentimento, abandonando por hora sua conexão pois seu novo adeversário chegara.

Uma mulher formosa, com largos quadris, pele clara, grandes olhos amarelos, e longos cabelos castanho médio lembrava a Ankaa seu par, Lubian. Essa semelhança tirou a atenção do sempre focado cavaleiro de Phoenix.

A armadura negra de Dragão mexe com Talia nas terras do oceano Índico. A agora mais fraca conexão com Ankaa deixava a amazona ateniense de Dragão preocupada.

A estranha sensação era compartilhada com Lubian na Linha do Equador, onde acompanhava Anryu em busca de Marcos de Cruzeiro do Sul.

LINHA DO EQUADOR

Diante a amazona de Dragão havia a contraparte negra de Ankaa, o Phoenix Negro. A aura negra, por sua intensidade o tornava muito parecido com seu par.

A figura imponente de olhos castanhos escuros, e armadura negra de traços muito semelhantes a armadura do exército de Atena, abalavam a fria e experiente amazona de Pavão.

A sensação estranha sentida por Ankaa, nas terras do oceano Pacífico, tornava ainda mais difícil o confronto de Lubian.

ZONA DO ÁRTICO

Ariadne, depois de muito caminhar pela neve das terras gelada da zona do ártico, estava preocupada com Melias por sua menor resistência a baixa temperatura, visto que em Lemúria vivia na região mais quente da ilha. O fato do lemuriano não ser tão jovem quanto ela agravava esse quadro a mente da amazona.

Observando o cavaleiro, a amazona via um sinal de preocupação estampada em seu rosto.

— Melias, o que houve? Pergunta a amazona.

— Não é nada Ariadne. Responde Melias. — Nada que mereça sua preocupação.  Alguns c
dos jovens cavaleiros e amazonas estão diante de seus medos no Índico e na linha do Equador.

— Ankaa e Lubian? Assusta-se Ariadne. — Eles sempre foram tão focados. O que teria acontecido?

— O destino os coloca a prova. Comenta Melias.  — Eles terão que superar sua relação e lutar sem sentimentos.

Ariadne fica admirada ao entender a “relação” revelada por Melias. Ela sorri.

— Eles eram bem discretos! Pensa Ariadne.

Melias sorri, e discretamente sinaliza que sim.

— Mas acho que devemos seguir em frente, pois temos dois guerreiros para resgatar desse frio.

Ariadne com um movimento de cabeça concorda. Falar no ambiente gelado custava bastante energia.

Com algum tempo de caminhada avista-se uma vila abandonada. Os casebres de portas abertas e os dois corpos cobertos de gelo pelo caminho conduziam a um casebre fechado.

O cosmo sentido conferia com o de Nora de Hydrus, mas não havia sinal de Adam de Sagitta.

Ariadne se aproxima da porta, mas Melias a contem, a derruba no chão e abre bloqueio com seu cosmo inflamado. Um ataque de flechas negras surpreende a amazona, e varias delas ficam presas a porta.

Melias cede a mão para que Ariadne se levante, e vai tomando a frente da batalha. O cavaleiro é contido pela amazona, que toca seu ombro e sinaliza que entre. Ela confronta o oponente com o brilho de sua armadura dourada.

Melias ao entrar contem as presas da hidra, apresentando sua armadura prateada e tranquilizando Nora.

— Senhor Melias! Aliviada estava Nora. — Desculpe-me. Pensei que era o flecha. Adam saiu há horas para confrontá-lo mas não voltou. Não sei. Estou com fome e com medo.

— Acalme-se menina. Tranquiliza Melias. — Ariadne está lutando contra o flecha negro agora. Viemos resgatá-los. Estam seguros. Volto já.

Os guerreiros de Atena conseguiram proteger muitas pessoas, que ali estavam com fome, mas não tão firmes quanto Nora e Adam.

Melias informa mentalmente a Ariadne que buscaria comida, e se teletransporta. Ele segue até a certa área com uma floresta a quilômetros dali. Passados alguns minutos ele retorna com muitas frutas depositadas numa casca de árvore.

Nora sorri e fechando os olhos cai, sendo amparada por Melias. Uma senhora pega algumas frutas com as mãos, e tenta amassa-las para que possa alimentar Nora. Melias sorri e o calor de seu cosmo aquece as frutas congeladas entregando-as a cuidadosa senhora.  Ela então consegue o seu objetivo e Nora inconscientemente bebe o liquido. Ele faz o mesmo com as demais frutas, deixando a jovem amazona aos cuidados da bondosa senhora.

Do lado de fora Ariadne havia conseguido conter todos os ataques do guerreiro negro, e queimando seu cosmo ao alcance do sétimo sentido evitou a drenagem de sua energia. Ela ataca com seu vento frio no zero absoluto, e congela as pernas do guerreiro negro, quando descendo pelo teto surge Adam de Sagitta.

— Obrigado por virem. Comenta o extenuado cavaleiro de prata com água numa vasilha improvisada. — Nora ... Eu preciso ...

— Acalme-se. Tranquiliza a amazona de ouro. — Ela está com Melias de Altar. Eu assumo daqui.

Adam tinha parte da sua armadura opaca, mas estava bem. A flecha negra encravada em seu braço drena aos poucos suas energias.

Ele entra e vê Nora levantando-se dos braços da senhora que a acolheu.

NAS TERRAS DO OCEANO ÍNDICO

O caminho gruta adentro era escuro, e o cosmo de Nicole estava cada vez mais fraco. Talia seguia na frente, enquanto Sallas decidiu ficar mais próximo a entrada aberta, evitando problemas com tropas inimigas.

Ela chega, e o brilho esverdeado de sua armadura reluz na chama do que ainda restara da fogueira. Havia cerca de vinte pessoas na caverna. Todos sabiam que era a ajuda que tanto pediram a Atena, e os olhares se voltavam para Nicole. A amazona de bronze sofrera graves ferimentos na luta ocorrida no dia anterior.

Nicole lutara contra um cavaleiro de armadura igual a dela. Sua vitória salvou a todos, mas seu corpo frágil e ferido não estava respondendo aos precários cuidados recebidos. Por se refugiarem na gruta os alimentos ficaram escassos, e a fome agravava o quadro geral.

— Onde encontro comida e água? Indaga Talia.

— Numa mata mais adentro, mas é muito longe daqui. Levaria horas. Responde uma jovem.

— Eu chego lá. Comenta a amazona de Atena. — Me empreste sua mão, e lembre-se de como chegar lá.

A jovem imaginou, e seu cosmo oculto interagiu com o cosmo de Talia, que aprendeu o caminho. Ela pegou o balde vazio, e desapareceu.

A amazona sente uma energia positiva próxima

— Pode vir. Pensa a amazona. — Sei que não fará mal, pois foi enviado por Atena.

— Posso garantir que sim. Responde o cosmo sem face.

No segundo seguinte ao desaparecimento de Talia surge Ada de Aquário para a surpresa de todos. Ela toca em Nicole, e a amazona vai ficando mais corada. Ela canaliza a energia do cristal para a restauração da força vital de Nicole. Ela descarrega parte da energia do cristal de Aquário, e Nicole reage como se religasse um dínamo, que geraria energia de forma própria.

— Ela ficará bem. Preciso ir. Anuncia olhando para todos.

Ela envolve a todos como por hipnose, gerando uma onda que sai pela gruta afora.

— “Barreira Sagrada”. Anuncia Ada.

Nesse momento todas as memórias guardadas desde sua aparição são removidas das mentes de todos.

A onda viaja quilômetros, e no lago onde recolhia água Talia é alcançada pela técnica de Ada. Segundo antes da sensação de cosmo vivida se dissipar, a amazona se despede.

— Vá com Atena, Guerreira ...

Talia retorna, e encontra Nicole sentada e recuperada de seus ferimentos graves. Ela não sabia o acontecera, mas tinha certeza que fora obra de Atena.

Todos se alimentam, e Nicole com sua armadura revigorada sorri. Talia leva todos a local seguro, e retorna ao Santuário com os três guerreiros de Atena que a acompanhavam.

NAS TERRAS DO OCEANO PACÍFICO

Ankaa e a Dragão Negro ficaram por muito tempo se estudando.

A estranheza do olhar de Ankaa intrigava a amazona negra.

— O que foi? Indaga. — Parece que viu algum fantasma. (risos)

Ankaa se recompõe, para a tranquilidade de todos os lemurianos presentes a missão.

— A quem devo chamar de inimigo? Indaga Ankaa.

— Não poderá saber meu nome assim tão rápido, rapaz. Brinca a amazona. — Precisará me atingir primeiro para esse benefício.

Ankaa balança a cabeça em sinal de negativo.

 — Não importa! Retruca o cavaleiro de Atena.

O Phoenix reúne a energia a energia do calor do local, e concentra numa chama que manipula com a mão direita. Ele inflama seu cosmo, e incorpora a esfera de fogo ao seu corpo em chamas. Ele dispara as chamas numa rajada a frente, para a defesa postada da amazona negra.

A energia quente atinge a barreira da oponente, e uma rajada de fogo atinge em cheio no peito da amazona de dragão negro. A luz irradiada pelo impacto se dissipa, e a amazona ri.

— É só isso que o grande Ankaa de Phoenix tem para oferecer? Que pena!  Ironiza a amazona. — Sol Bel de Dragão Negro, e pelo que acabei de saber, uma sósia de uma tal de Lubian de Pavão. Será que você a conhece, Ankaa?

— Como?! Ankaa se surpreende. — Como pode conhecê-la?

— Pelo visto você a conhece bem. Comenta Bel, que ironicamente ri. — Acha que é o único que pode se comunicar com sua equipe? Meu colega Phoenix me contou da minha semelhança com sua oponente em outras terras, e pela reação de ambos ...

Ankaa volta a ficar desconfortável. Aaron percebe a redução da decisão do cosmo do Phoenix, mas precisava encontrar Sula de Camaleão. Ele preferia confiar na capacidade do lemuriano mais experiente do exército de Atena.

O Phoenix estava desconcertado com a possibilidade do risco a Lubian, e sua insegurança é sentida por todos os lemurianos no campo de batalha. A amazona de Pavão o tranquiliza.

— Seja forte Ankaa! Comunica-se Lubian. — Estarei sempre bem. Estamos com Atena. Quando eu perecer estarei no panteão dos heróis a sua espera, mas isso não será hoje. Você é o mais forte de todos nós. Prove isso a si mesmo. Cumpra sua missão!

A amazona negra olha para Ankaa e percebe a mudança na sua determinação.

— Parece que vocês lemurianos fizeram aquelas mágicas. Brinca Bel. — Mas não importa. Acabarei com você.

Bell inflama seu cosmo negro, e o fluxo de energia de energia circula seu corpo como se infinitos dragões corressem em espiral em volta do corpo da amazona em direção ao céu.  Seus cabelos se levantam e uma rajada de vento energizado corre contra Ankaa e o envolve.

O brilho do cosmo de Ankaa desaparece por um longo instante para a alegria de Bell. Para Aaron, Melias, Talia e Lubian fica a expectativa do que virá a seguir.

Ankaa explode seu cosmo, fazendo sair raios de luz azul pelos espaços deixados pelo turbilhão de vento espiral de Bell. O cavaleiro que fora levantado do chão pousa levemente.

Repentinamente o turbilhão se rompe, e Ankaa como uma tocha humana começa uma caminhada em direção a Bel.

A amazona prepara a defesa com o escudo negro do dragão, mas sente que a intensidade do calor produzido por seu oponente está acima de tudo que fora apresentado antes.

Anka lança seu punho, rompendo facilmente o escudo da dragão negro. Ele atravessa completamente a defesa da oponente, ferindo seu braço, e atingindo o peitoral da armadura da amazona.  A pedra negra que ornamentava a armadura desparece como poeira.

A armadura negra cai em pedaços, deixando Bel perplexa com a precisão da técnica aplicada pelo cavaleiro de Atena, que apesar de altamente destrutiva poupara sua vida, e deixara apenas um leve ferimento em seu braço.

— Essa é a “Explosão das Chamas Azuis”, explica Ankaa. — Você pode ir agora. Creio que já atingimos nosso objetivo aqui.

Ankaa se teleporta para onde estavam Aaron e Sula de Camaleão, debilitada como todos os outros.

Aaron, Ankaa e Sula, junto a Talia, Sallas e Nicole foram os primeiros a retornar ao Santuário.

LINHA DO EQUADOR

Anryu de Cancer partiu para as terras abaixo da linha do equador com Lubian de Pavão. O cavaleiro dourado saíra para encontrar Marcos de Cruzeiro do Sul, enquanto Lubian confrontava o Phoenix Negro.

A luta dos guerreiros nas terras abaixo da linha do Equador ainda não havia começado efetivamente, sendo travada uma luta mais psíquica. Quando as dúvidas e preocupações se dissipam a luta começa a ficar mais agitada.

As técnicas entre os oponentes foram literalmente trocada, apesar do desequilibio de Lubian diante da conexão com Ankaa.

O cosmo de Ankaa desaparecido por instantes foi a ponto diferencial e sinal para que Lubian adquirisse total concentração para vencer a luta.

Os olhos do Pavão já estavam prontos para que a luta efetivamente começasse.

— Vejo que está mais focada agora. Muito melhor assim. Ironiza o Phoenix Negro. — Pronta para o confronto,  Amazona de Atena?.

Lubian recomposta e concentrada sorri.

— Você não sabe com quem está se metendo Phoenix Negro! Afirma a amazona.

— Veremos! Retruca o cavaleiro negro.

Ele aquece o seu cosmo, e o concentra em seu punho uma espécie de fogo negro. Ele segue na investida disparando em direção a Lubian, atacando-a na altura do rosto.

A amazona bloqueia os dois golpes, e sorri.

— Como você chama esse golpe, meu caro Phoenix? Indaga Lubian.

— Você saberá. Responde o guerreiro negro. — Mas posso te adiantar ...

Lubian estava imóvel, e a sua mente começaram a surgir imagens terríveis suas com Ankaa.

— Pesadelo Negro! Eu gosto de chamar. Comenta o Phoenix. — A técnica mais poderosa de Klaus de Phoenix Negro.

A mente de Lubian passava imagem do abandono de Ankaa de sua convivência, e também de sua armadura de Phoenix, para sua grande tristeza. Mas a chocante imagem, do rompimento de laços não abalaria a amazona de Atena.

Ainda imóvel, Lubian sorri, para o espanto de Klaus. Ele começa a se mover novamente, e recupera a confiança apresentada antes de sofrer o golpe negro.

— Sua fraca ilusão não me afeta, rapaz. Retruca Lubian — Conheço meus sentimentos, e essa técnica é ruim. Se fosse das mãos do verdadeiro Phoenix, eu não estaria sequer de pé. Se essa é sua melhor técnica, considere-se acabado.

Klaus se irrita com a comparação.

— Não menospreze o “Pesadelo Negro”. Esbraveja o guerreiro partindo em direção a Lubian.

O cavaleiro acerta uma ilusão.

— Você está em minha ilusão agora, Klaus. Informa a amazona.

Lubian aparece e desaparece diante Klaus.

A ilusão é interrompida quando Lubian cai com suas energias misteriosamente reduzidas.

— Agora você está acabada, Amazona.

Oriti, que estava oculto acompanhando a luta, surge e lança uma flecha carregada de energia contra Lúbian. A flecha atinge a amazona no peito, e a luz dissipada pelo impacto repele o guerreiro negro que partira na investida corpo a corpo.

O brilho da crystalus de Oriti de Peixes surpreende a amazona. A aura de paz, e a flecha de luz que recuperou suas energias, eram provas para Lubian de que o novo guerreiro no campo de batalha estava a serviço de Atena. Com o dissipar da luz, a visão armadura de peixes em cristal não deixava mais nenhuma dúvida.

Oriti sinaliza com os braços, orientando a Lubian que prosseguisse a luta.

A amazona reestabelece a ilusão, e escolhe o momento exato para sua verdadeira versão golpear Klaus. Ela golpeia o peitoral da armadura pulverizando o cristal que ali estava. A potência do golpe atinge o peito de Klaus com mediano impacto, sem causar dano de morte ao oponente, mas levando o oponente a nocaute.

O cristal do peitoral de Klaus destruído libera grande quantidade de cosmonergia negra. Temendo o pior, Oriti lança o punho de sua crystalus para proteger Lubian.

Com Klaus desacordado, pelo dreno de parte de sua energia vital junto a explosão de energia do cristal, o Aurum recolhe sua proteção, toca Klaus reestabelecendo seu batimento cardíaco, e ajuda a amazona a se levantar.

Klaus tosse e expele pequenas pedras negras, recolhidas por Oriti e guardadas no cristal do seu punho.

— Marcos de Cruzeiro do Sul está bem, e Anryu em breve o encontrará. Tranquiliza Oriti. — Fique em paz.

Oriti olha Lubian com carinho, e anuncia.

— Barreira Sagrada!

Na mente da amazona fica um vazio, com a única certeza de que a luta fora intensa, mas por ela vencida. A passagem de Oriti naquele lugar fora encerrada em lugar oculto do cérebro de Lubian e Klaus, como um apagar de lembranças. O Aurum novamente desaparece.


Pouco a pouco, seguido de Ankaa de Phoenix e Talia de Dragão, todos os lemurianos conduzem seus colegas cavaleiros e amazonas de volta ao Santuário. A última a regressar foi a tropa comandada por Ariadne de Aquário. Ela também teve problemas com as técnicas surpresa dos guerreiros negros.


ZONA DO ÁRTICO

Adam, tranquilo com a situação de Nora sai em apoio a amazona de ouro, e vê na chuva de flechas negras aquela destinada ao peito de Ariadne.

A peça de metal negro atinge seu objetivo, e a amazona de Atena em pouco tempo cai de joelhos enfraquecida. O intenso uso do cosmo na batalha tornara a amazona mais susceptível a drenagem de energia. Adam apoia Ariadne, e mesmo debilitado assume a luta.

Melias pressente que algo mudaria positivamente no campo de batalha, e a flecha negra do braço de Adam torna-se prateada. Ele a expulsa de seu corpo, e o ferimento causado fecha. O mesmo ocorre com Ariadne. Sana de Touro com seu poder purificou as flecha negras dos corpos de Adam e Ariadne.

Recomposto e com o cosmo fortalecido pela investida do touro flamejante contra seu peito, Adam retruca as flechas negras sobrepondo-as. Ele devolve a gentiliza dada a sua companheira de luta, destinando dentre uma flechas especial ao peitoral do guerreiro negro. A flecha também atinge seu objetivo, rachando a pedra de ébano que o ornamentava. A explosão de energia é contida por Sana, que mesmo oculta operava naquele lugar.

A Aura havia ocultado sua presença de todos, com exceção do experiente Melias, que sabia pela cosmoenergia sentida se tratar de reforços enviados por Atena. Ela sela o momento, mas não tinha certeza de que o fizera para todos.

A amazona de Aquário havia percebido presença familiar, e por isso desviara seu foco recebendo a flecha negra.  A preocupação com o quadro geral dos guerreiros a serem resgatados contribuiu para o descuido diante do inimigo.

Vencido o guerreiro negro todos partiram para o Santuário

SANTUÁRIO

Cansados com o esforçado teletransporte, em especial Melias com a missão de conduzir quatro guerreiros, os lemurianos foram orientados a descansar mais cedo, mas Lubian e Ankaa tinham outros planos.

A angústia de Ankaa pela ameaça a Lubian trazia uma nova realidade a ser considerada para o exército de Atena. No dia seguinte, comandado por Melias, a situação do estreitamento de laços entre cavaleiros e amazonas vivida no campo de batalha seria retratada.

A audiência com Atena revelaria uma difícil nova regra a ser seguida por cavaleiros, amazonas, aurums e auras. O fim das relações de amor entre guerreiros. Os casais já formados receberiam auxílio especial, mantendo-se a postura condizente a guerreiros em batalha, mas novas relações seriam desestimuladas, e até segunda ordem proibidas, pelo bem da Terra.


A MISSÃO DE RESGATE DOS GUERREIROS DE ATENA TRARIA NOVAS PREOCUPAÇÕES Á DEUSA ATENA. ELA TOMARIA IMPORTANTES DECISÕES PARA O FUTURO DO SANTUÁRIO E DA TERRA.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Capítulo 024 - O Observador


De um lugar escuro, próximo a uma cachoeira de águas vermelhas estava um homem de bela aparência. Seus cabelos, a altura de ombro, eram tão negros quanto o manto que Nyx cobre a Gaia.  Ele possuía uma harpa de tom escuro brilhante que todos a viam se encantavam mesmo quando não ouvida.

Esse instrumento especial tocava ora melodias intrigantes e envolventes, ora belas canções capazes de levar a loucura seus ouvintes.  A harpa cor de ébano era a extensão da elegante veste de seu músico.

Era através do brilho sedutor e do som que entoava, que a esfinge de posse da harpa maligna media a verdade nos corações, equilibrando as almas contra a pluma de Maat.

Esse homem teve um nome, mas isso não mais importava, pois fora moldado desde o nascimento para um propósito maior. Sua linhagem estava ligada a certa estrela misteriosa que não figurava no céu, mas no ideário dos povos antigos. Essa estrela estava sob o comando do Senhor do Submundo, Hades, e seus fieis generais: a morte e o sono.

Ele foi chamado pelo Senhor da morte, Thanathos, e recebeu um novo nome: Pharaoh de Esfinge.

De uma gruta próxima a grande Cachoeira de Sangue dos domínios de Hades observava Pharaoh o fruto de seu encantamento, a quem despertara potenciais obscuros latentes. Esse produto de sua arte tinha uma missão maior: trazer a prova a força do exercito da da deusa da Sabedoria e Guerra Justa, Atena, e a visão sobre Sekai, a Terra.

Hades que acompanhava a movimentação na Terra desde a investida de Poseidon, queria conhecer as capacidades de sua sobrinha Atena na defesa do território que considerava sua casa. Com a regência de Sekai, Atena derrotara Poseidon, e iniciara um ciclo de conflitos e interesses.

Pelo Sekishiki, passagem entre as estrelas considerada o caminho místico que leva a entrada do mundo dos mortos, também chamado de Yomotsu Hirasaka, o espectro observava todo o conflito na entrada do Santuário.  Essa passagem Anryu bem conhecia, pois estava prestes a cair da colina que levava as prisões, vales e esferas do submundo, quando sua alma foi requisitada por Atena.

Logo após a retirada de Arno e Sebastian, Pharaoh desce a Terra diretamente ao monte Alcasus, na ilha da rainha da morte.

— Saudações, Arno e Sebastian. Cumprimenta Pharaoh, surgindo em meio a névoa do Alcasus.

— Você voltou! Admirado estava Arno.

— Faz tempo que não ouvimos sua canção, esfinge! Sorri Sebastian.

Pharaoh segura sua harpa, e toca uma canção. Arno e Sebastian entram em transe, e suas auras negras entram em ressonância com a melodia. Minutos depois, o espectro suaviza a nota musical e Arno e Sebastian retornam sua consciência.

Sebastian se lembra de quando conheceu Pharaoh de Esfinge.

SEIS ANOS ATRÁS

Passavam dois dias da escolha do Mestre Alquimista da província de Turígia. Era Iron o escolhido, o preferido por todos e unanimidade para o Conselho dos Anciãos local.

Sebastian também se propunha a posição, mas com o resultado ele sentira-se rejeitado. O sentimento do alquimista era de revolta. Educado, comportou-se com respeito as comemorações efusivas dos amigos de Iron.

A aura de Sebastian estava triste, e perdera seu brilho natural. Seu momento obscuro despertou a atenção de alguém em local tão obscuro quanto sua alma naquele momento.

Pharaoh de Esfinge sentia ecoar nas cordas de sua harpa a escuridão que crescia no coração de alguém em Lemúria, o reduto intelectual do séquito de Atena.

O ódio de Sebastian crescia, e seu isolamento começava a ser notado pela província. Sebastian era reservado, e sua seriedade era admirada por todos.

Pharaoh surge a Sebastian exibindo o brilho de sua sapuris. O tom negro vibrante, somado ao cosmo do espectro encanta Sebastian. O som da harpa do espectro acalentou a alma angustiada do alquimista.

O espectro entoou canções, e a mente de Sebastian começou a se abrir a possibilidades antes tratadas com cuidado pelas ciências alquimistas. O senso de cautela com os imprevistos e desconhecidos caminhos da pesquisa alquimista já não mais existia para a mente de Sebastian.

A esfinge deixara seu enigma na vida de um sábio, e agora destemido habitante de Lemúria. Somado ao arrebatar de mais uma alma por Hades, surgia a oportunidade da entrada no território de Atena por dentro.

O espectro retorna ao Submundo, sob o olhar de alguém mais poderoso, em lugar mais belo e agradável: Os Campos Elíseos.

TEMPO PRESENTE

Sebastian olha para Arno e a fisionomia do escultor negro era a mesma.

— Desenvolveram bem suas habilidades, senhores. Comenta o espectro. — Meu mestre tem observado seu desempenho, e seus planos ambiciosos para a Terra.

Os lemurianos estavam atentos a narrativa de Pharaoh.

— O exército dos cavaleiros negros sob seu comando tem enorme potencial, Arno. Continua Pharaoh. — A base da vitória da escuridão da morte sob a terra, com o triunfo maior sob o Santuário de Atena.

Arno compreende a mensagem, e fica pensativo.

— Meu exército a serviço de seu mestre, mas ... Pondera o lemuriano. — O que eu ganho com essa participação?

Pharaoh ri.

— Digno de um líder. Afirma o espectro. — Meu mestre não tem condições de iniciar uma guerra neste momento. Mas a sua guerra pode livrar o mundo de Atena, usando a fragilidade do pós-guerra contra Poseidon. Com a Terra sob controle, no momento certo meu mestre será o deus da Terra, sob seu comando nas ações e manutenção do cosmo negro do Submundo. A Terra precisa de um Deus, e nenhum de nós aqui poderá assumir esse posto. Apenas o Senhor Hades poderá.

Arno e Sebastian se entreolham.

— O comando da Terra é razoável por hora. Conclui Arno. — Mas novos elementos entrarão nesse acordo, certamente no seu tempo.

— Esperado! Pondera Pharaoh. — Hades oferecerá apoio. Aguarde. Seu cosmo negro compreenderá.

O espectro de Esfinge vai se dissipando na névoa, com o início dos tratos para o confronto contra Atena ali firmado.

NO SANTUÁRIO

Leo, Ozir e Sig percebem a presença obscura que sentiram há algum tempo. Alvo direto de preocupação de Leo por Atena, e dos gêmeos por suas investigações.

Ozir aguardava o retorno dos seus mensageiros enviados a diversas partes da Terra para informações e reconhecimento.

 Tuk de Cerberus fora enviado às terras banhadas pelo mar Mediterrâneo, orientado por Teneo de Touro; Marcos de Cruzeiro do Sul enviado para as terras abaixo da linha do equador até o extremo sul, sob a supervisão de Anryu de Cancer e Régia de Peixes; Sula de Camaleão seguiu para a parte média das terras banhadas pelo oceano Pacífico, sob o olhar de Aaron de Leão; Jeane de Lebre seguiu para a península do Atlântico Norte, orientada por Sallas de Capicórnio; Arthur de Escultor para a grande ilha do extremo norte do oceano Atlântico, com Joei de Escorpião acompanhando; Nicole de Bússola partiu para as ilhas da porção média do oceano Índico, apoiado pelo seu mestre Ian de Libra; Leonel de Tucano, Tina de Sextante e Metis de Serpente ao grande continente ao centro da terra separando o Atlântico do Índico, sob as asas de Donni de Sagitário e experiência de Melias de Altar; Adam de Sagitta e Nora de Hydrus foram para as grandes terras ao norte banhadas pelo oceanos Atlântico e Pacífico, prologando terras até a zona do ártico, acompanhados de perto por Ariadne de Aquario e Lúbian de Pavão; e por fim os cavaleiros de prata Sobis de Triângulo e Karl de Lyra seguiram para as terras geladas a leste do Índico, no oceano Ártico, orientados por Celes de Virgem.

Faziam sete dias da  partida dos cavaleiros e amazonas, e dias depois da visita da esfinge a ilha da rainha da morte, Ozir é informado do retorno dos primeiros mensageiros. Jeane de Lebre e de Arthur de Escultor estavam entre ele.

Arthur estava extenuado pela intensidade dos confrontos, o que preocupou o Grande Mestre Ozir de Gêmeos. A participação de Sallas no combate na ilha mais ao norte do Atlântico trouxe a certeza de que o novo adversário estava organizado e poderoso, agravando as descobertas da luta travada contra o pavão negro por Sig de Gêmeos na vila de Gales.

Jeane tinha sua armadura cheia de avarias, e chegou com o braço direito deslocado.  Ela foi enviada de volta por Sallas, que assumiu o confronto. Após tratamento de saúde, a amazona se apresenta ao Grande Mestre para apresentação de relatório, assim como Arthur.  Na sala já estavam Leonel de Tucana e Karl de Lyra.

Jeane é indicada a começar a narrativa pelo Grande Mestre, apresentando o ambiente do conflito e detalhando as características do adversário.

— Os guerreiros trajavam armaduras como as nossas, mas negras. Narra a amazona, que olha para Leonel. — Um deles tinha uma armadura igual a sua, Tucano.

Ela respira, pois o ardor das lutas, e o terror do cosmo negro que quase sugou sua alma, ainda a assustava.

— Os cosmos negros sugavam nossas forças. Prossegue Jeane. — Pensei que morreria, mas subitamente minhas energias retornaram. Não acreditei que Atena pudesse ajudar de tão longe.

A amazona, sorri.

— Senti uma presença familiar. Jeane se acalma. — Algo bom que recuperou tudo o que eu  havia perdido. Parecia meu irmão ... Mas foi Atena.

O semblante da amazona muda.

— Mas aí veio aquela força ... Os olhos de Jeane sobressaem. — Pensei que morreria, mas chegou o Senhor Sallas com Lyra de Ophiucus  e me mandou de volta.

Karl pede a fala, e Ozir permite.

— Um detalhe além de tudo que ela disse, foi que estávamos sendo observados o tempo todo. Informa o cavaleiro de Lyra. — Alguém poderoso, que nos via por inteiro, como se estivesse lá assistindo.

Leonel se manifesta.

— E não se tratava de cavaleiros de ouro negros. Comenta. — Era maior, completo.

Ozir sabia do que se tratava, e os tranquiliza.

— Não se preocupem, pois agora estão em casa e protegidos. Comenta. — Esse observador oculto está sendo monitorado há meses. Aguardávamos ele dar passos dele, e parece que está acontecendo.

Ozir se levanta, toca carinhosamente o ombro de cada um, e em Jeane suavemente no rosto.

— Fizeram seu dever com louvor. Saúda Ozir. — Vão e descansem. Aguardem novas instruções.

Os cavaleiros e a amazona se vão, mas Ozir interpela Jeane.

— Jeane de Lebre. Chama.

— Sim, Senhor. Atende Jeane.

— Procure Roshi no vilarejo. Ordena Ozir. — Leve sua armadura que ele a consertará.

Com a saída dos jovens, chega o mensageiro. Ozir lê a mensagem e ordena que ele chame Sallas de Capricórnio.

Uma hora depois o cavaleiro se apresenta.

— Conte-me sobre o confronto, Sallas. Ordena.

— As forças estão organizadas, e com grande poder. Inicia Sallas. — A amazona de Touro Negro é forte. Seu cosmo negro debilita o adversário. Para as patentes menores pode significar a morte certa.

— Entendo. Analisa Ozir. — E quanto ao observador?

— Presente e com vigilância intensa. Afirma Sallas. — Não interfere, mas a natureza do cosmo se assemelha ao poder obscuro que reduz o cosmo do adversário. Talvez seja sua fonte original, ou repositório.

— Algum detalhe em especial? Investiga Ozir.

— Sim. Responde o cavaleiro dourado. — Nosso observador toca uma melodia. Soube de soldado de Hades que encanta seus fantoches com música. Considerando que Sorrento de Sirene foi derrotado, arrisco dizer que se tratar dele.

— Certamente, Sallas. Confirma Ozir. —Como eu suspeitava. Já ouvi essa canção. Parece que já sabemos a identidade de nosso observador.

Ozir para por um instante pensativo.

— Retiraremos as tropas. Conclui Ozir. — Descanse. Daqui a uma hora siga com Ariadne, Aaron, Anryu, Ankaa, Lubian, Talia e Melias para a todos os locais com cavaleiros e amazonas, e os traga de volta. Os lemurianos transportarão a todos em segurança. Leo conhece todos os destinos.

— Sim, Senhor. Responde Sallas.

Sallas sai, e Sig surge.

— Muito a se fazer, meu irmão? Quebra o silêncio Sig.

— Muito! Responde Ozir. — Posso contar contigo?

— Sempre. Responde o aurum. — Todos os guardiões estão a postos, desde o primeiro momento. Tudo correrá bem no retorno das tropas. Está garantido.


O OBSERVADOR MISTERIOSO VAI SE REVELANDO, E SEU PLANO SENDO DESVENDADO.